O melhor do meu dia

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E porque não? Todos os dias eu e o meu marido nos perguntamos ‘Como é que foi o teu dia?’ E não há dia que falhemos. Contamos, desabafamos e pedimos carinho. Sim, é que no geral somos ambos um bocado tendenciosos para as queixinhas. Tanto que às vezes temos de nos parar pois um diz ‘Andei o dia todo a correr, almocei de pé!’ e o outro logo remata, ‘Pois e eu nem almocei!’ Parece que há uma competição na desgraça, e não, não acho isso saudável (entre outras coisas desagradáveis). São más energias, porque havemos de escolher o lado mais penoso da vida? Porque não havemos de pensar no melhor em vez do pior? É uma forma mais saudável, mais positiva e mais fresca, vá, de viver a vida. Então escolho vivê-la em vez de ser assim uma deprimida versão Fernando Pessoa para quem só os gatos são felizes.

Confesso que já tinha visto este ‘desafio’ nos blogs de ‘Ma Petite Princesse‘ e ‘Dias de uma Princesa‘, que adoro e sempre que posso visito, e hoje depois de ler o artigo do ‘Cocó na Fralda‘ pensei que era altura de aderir. Cá em casa a competição já parece a conversa entre os Monty Python, em que comparando amarguras da vida há um que diz, ‘Nós tínhamos de nos levantar antes de nos deitarmos e pagávamos para trabalhar’ Vale a pena ver. Podem também passar pela versão portuguesa dos Gato Fedorento, o concurso das velhas.

A minha mãe é assim uma pessoa cheia de afazeres, está sempre a correr de um lado para o outro. É a definição de super-mulher. Gere 2 empresas, é uma mulher linda, é mãe (sendo o meu irmão ainda um adolescente), esposa, boa amiga, companheira e os seus dias começam sempre sem tempo, acabam fora de horas e passam por 83 tarefas que dificilmente seres humanos comuns conseguiriam levar a cabo ou por uma lista de coisas que ficaram pendentes e, terror dos terrores, ficam para o dia seguinte.

Confesso que a minha mãe sempre foi para mim um modelo, porque ainda por cima todas as coisas que faz saem bem, são bem feitas, têm qualidade. Na nossa casa sempre se teve um lema que eram as tarefas de verão. Estar parada 3 meses não era aceitável e por isso podia escolher uma atividade que gostasse. Fiz de tudo na verdade. Desde as atividades que acabei por continuar ao longo do(s) ano(s) às que duraram só uma estação. Fiquei com o bichinho carpinteiro e no secundário iniciei a dança. Durante a faculdade dava explicações e aulas de dança, durante a tese trabalhava e vivia sozinha, foi sempre a esgalhar. Quando cheguei a casa da Maternidade comecei de imediato a trabalhar, pois tinha projetos com prazos que dependiam de mim. E como se não bastasse ser mãe, mulher, esposa e trabalhadora decidi iniciar este blog inventando umas horas extra no meu dia.

E no meio da correria, das nossas queixinhas, do parar para pensar, hoje o melhor do meu dia foi encontrar e decidir que todos os meus dias terão um momento ‘melhor‘. Cá estamos. E isso é bom.

3 thoughts on “O melhor do meu dia

  1. Hmm… Os teus bichos carpiteiros devem ser muitos e sindicalizados… ou, como se diz também, têm fogo no rabo…
    Nunca achei que tinha responsabilidade nesses animais, mas aceito alguma passagem da coisa… no entanto, parece-me que tens criação própria – à velocidade a que eles se reproduzem…
    😀
    Beijos enormes
    🙂

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