Ferinhas :-)

Foi assim, uns diazinhos em família muito especiais,  numa casinha escondida no meio da Serra, só nós,  só os mais especiais. A casinha é a dos meus padrinhos, a coisa mais linda, gostosa e acolhedora que já se viu. E os meus padrinhos uns generosos sempre a querer partilhar aquele espaço tão especial com a família e amigos. Foram os meus pais e mano,  os meus padrinhos e os padrinhos da minha filha (e nós, claro! ). A madrinha da miudinha acabou por não poder vir que foi para todos uma pena imensa.

O fim de semana prolongado foi basicamente dormir,  comer, ver filmes, passear, neve e cuidar da caganita. Sim, para além de ser uma pessoinha a minha filha está naquela fase em que alguém está sempre com ela a todos os minutos do seu dia. Todos os minutinhos…

Eu explico.

Comprámos uma daquelas máquinas vigia bebés (nos EUA até se chamam nanny cam- porque vigiam sobretudo as amas das crianças), toda xpto, faz tudo,  até o pino, e se isto não é a câmara caseira melhor e mais avançada do mundo inteiro então eu estou mesmo muito desatualizada. Basicamente o bebé fica no seu quartinho enquanto os papás se podem afastar até 100 metros com um monitor que está ligado à câmara junto ao bebé. Podem ouvir o bebé até a respirar fundo, podem vê-lo com uma nitidez assustadora sem um pingo de luz no quarto,  podem rodar a câmara 360º em todas as direções, podem pôr musiquinhas para o bebé,  ou cantar-lhe ou falar-lhe,  ampliar a imagem,  aumentar o som até uma formiga a passar parecer um elefante,  tudo isto à distância que quiserem dentro dos tais 100 metros. Só não aconchega o bebé se ele se destapar nem muda fraldas- o que é uma pena, pois as vendas claramente disparariam.

Pois esta tecnologia toda não foi,  ainda assim suficiente para a minha querida filhinha. Não. A câmara tem mãozinhas? Não?! Então não há mãozinhas não há bolachinhas, vá de reclamar com o bichinho electrónico até ele trazer a mãozinha da mãe. Sim porque aqui o meu amorzinho mais pequeno gosta é de dormir de mão dada com a mamã. Sim, já estão mesmo a ver o que isto significa de noite, estou a poucas noites de ficar irremediavelmente assimétrica,  com o lado para onde me viro muito mais pequeno (por esmagamento) do que o outro. Mas mais do que isso, implica que eu não me posso afastar até aos 100 metros prometidos mas sim até 100 milímetros mais reais.

Com isto,  e apesar da tecnologia avançada, de passarmos o dia a brincar,  a cantar e a viver para a minha filha isso não lhe chegou, não. E a parte em que vimos filminhos não menti. Lá estávamos nós todos em surdina e a rir para dentro e ela… no meu colinho. A dormir até nos irmos deitar definitivamente e ter a minha mãozinha só para si. Uma possessiva esta miúda. Sai mesmo à mãe 🙂

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