F de férias

Ser o filho do patrão é do pior que há. Nem se é o patrão, nem se é colaborador. É aquela posição que não tem a maior responsabilidade, nem tem o descanso. Nem o maior nem o menor ganho. Se algo ameaça correr mal assombra a culpa… é muito pior que a responsabilidade. E se corre bem é espetacular ficamos muito felizes. Que tenhamos feito um bom trabalho e que possamos ajudar a família. Fomos bons trabalhadores. Mas o ganho não é exatamente nosso. É dos nossos e de todos nós. O coletivo.

Enfim, acho que só me entende quem esteve ou está na situação. Porque pior de tudo são mesmo as férias. Um patrão tem férias quando quer. E nunca recusa trabalho, ou seja, se houver trabalho quando tira férias, paciência, nem reclama, está lá. O filho do patrão tira férias mais ou menos como tiram os colaboradores. E tem uma ou outra benesse do patrão. Mas quando o trabalho vem, lá está, há que trabalhar.

E às vezes é uma posição que acaba por acontecer. Não é exatamente planeada, nem seguramente evitada. Mas vem, instala-se e depois não há muito a fazer. Diz-se então por aí que a primeira geração constrói, a segunda mantém e a terceira destrói. Já estou seguramente na segunda geração, mas gostava de acreditar que posso participar na construção e não apenas na manutenção. Defeitos de profissão de arquiteta… Mas dá trabalho. Muito trabalho…

E as férias… Lá se encaixam como se podem. E mesmo quando alguma coisa sobra para estes dias sempre pensamos ‘Pelo menos estamos de férias’, mesmo enquanto tratamos de trabalho.

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