Canção da sopa

A minha filha detesta sopa. Sei lá eu porquê, mas detesta… sim, já experimentei de tudo, passada, não-passada, mais doce, mais ácida, com leguminosas, sem, versão cor de rosa, com massinha, em canja, com bocadinhos de pão, com bocadinhos de azeitona, até já lhe dei sopa com bolacha Maria, é esse o meu desespero. Às vezes parece que se queixa menos da sopa, mas tem mais a ver com o dia do que com a ementa. Em casa da minha sogra às vezes lá parece entusiasmada com uma sopa que leva um pouco de tudo (todos adoramos a sopa), mas mesmo assim também não é infalível…

Lá descobrimos as canções da Sónia Araújo que a miúda simplesmente adora, e nós também, raio das músicas ficam mesmo no ouvido… pois há por lá uma que é a da ‘sopa’ e tem sido a responsável por muitas conchas de legumes…

MR- Mãe, para eu comer a sopa põe a música da sopa por favor…

Eu- Ok!

Ponho a música e começo a trautear, ‘Sopa de espinafres, sopa de agriões, será….?’ Quando ela me interrompe,

MR- NÃO!!! Eu canto! Sopa de espinafres, sopa de aviões! Será que tem batatas ou serão feijões?’

De repente percebi, será que me faltou tentar os aviões na sopa?? Talvez tenha sido isso…

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O que eu gosto

Eu a mudar a fralda ao Vi, ela a reparar nele,

MR- Os meninos têm pilinha…

Eu- Sim.

MR- E as meninas têm pipi…

Eu- Sim.

MR- Eu e tu somos meninas, o mano e o pai são meninos.

Eu- Pois.

MR- Mãe, gosto tanto de pilinhas…

Meu amor

O Vicente tem andado cheio de cólicas, sobretudo de noite… eu que fico sozinha de noite com ele, entre as mamadas, que mama imenso e imensas vezes, com as cólicas pouco ou nada durmo… esta noite o pai da criança lá se propôs deitar mais tarde para eu poder dormir 2 horas seguidas. Durante o dia tem cólicas, mas desde que haja colo e amor a coisa vai-se compondo. A MR olha para ele a contorcer-se e diz:

MR- Oh, Bicente-lu, tens cólicas, tens? Já vai passar sim? Oh, coitadinho do meu amor…

Acho que todas as mães se derretem nestes amores entre irmãos… ❤

Tão depressa

Quando a minha filha nasceu eu estava tão perdida, tão assustada e sentia-me tão sozinha que olhava para ela minúscula e indefesa e só desejava que ela crescesse. Gozei cada minuto dela, claro, adorei cada dia, cada mês, foi maravilhoso. Mas mais maravilhoso ainda era ver que atingíamos os 2,3,4,5,6 meses e por aí fora. Estava também tão preocupada com todas as doenças que podia apanhar que só descansei verdadeiramente quando levou a ‘última’ aos 2 anos de idade.

Disseram-me que eu ia ter saudades daquele tempo e eu sempre achei que não. E nunca tive. Estava a viver cada fase sem olhar para trás, o meu olhar era para a frente.

De repente este bebé nasce-me e de tudo o que ficámos em pânico nos primeiros dias, por termos uma criança de 3 anos com uma amigdalite viral ao pé de um recém-nascido 😱😷 , a verdade é que estávamos muito mais calmos e confiantes, encontrámos o nosso lugar, e no meio da correria eu aprendiz a desfrutar.

Dou por mim, pela primeira vez na minha vida, a olhar para esta carinha com 2 semanas e meia e a pensar, ‘já?’ Não acredito que passou e está a passar tão depressa. É vertiginoso e alguém devia proibir que o tempo passasse assim a esta velocidade…