A tentar

Com os dois doentinhos em casa não faço mais nada e nunca estou parada. E esta louca dicotomia só compreende quem é mãe ou pai. É não consigo levar a cabo nenhuma tarefa, mas não posso estar sentado no sofá por 5 min. A roupa tem de ser tratada, e eu começo a fazê-lo, mas entretanto sou solicitado para dar colo… aproveito e faço os aerossóis, mas entretanto são horas de tratar do almoço e vou avançando, nem que seja com um ao colo.

Às vezes, só às vezes (menos que as que devia/queria?), fico com eles, no chão, a senti-los, a olhar para eles… são tão perfeitos meu Deus, como é que é possível? Como é que eu consegui esta proeza? E então fico a olhar pelos olhos deles. Sempre vi as pessoas mais velhas olhar para mim com doçura, como se aquele mundo que eu via desse esperança ao mundo que eles viam. Eu não percebia porquê, muito menos percebia os problemas dos crescidos ou do mundo. Mas lembro-me de tudo ser uma descoberta uma aventura, uma coisa mágica e assustadora e linda e estranha, pela primeira vez.

E fico olhar para os olhinhos deles a espreitar o mundo pela janela. A ver o rio e as canas e as hortas e a pensar em tudo. E fico a imaginar o que pensarão eles, o que lhes passará no olhar.

Não faço ideia, na falta de me melhor resposta fico a sentir-me apaixonada, sem pensar em mais nada.

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