Cozinha

Porque é que eu cozinho? Bom, eu adoro cozinhar para a família. Mas aqui é simples, eu cozinho por necessidade. Eu tenho mais um par de horas que o meu marido em casa, por dia, e por isso calha-me a mim essa e outras tarefas. E não é só que eu goste… é na verdade uma questão de controlo… eu também gosto de cozinhar por controlar o que se come por aqui. Cozinho jantares, almoços e lanches.

Sempre fui cuidadosa com a alimentação. Sobretudo nas fases em que estou mais hipocondríaca… até dá para emagrecer. E agora ultimamente decidi começar a cozinhar com menos açúcar, com menos glúten, com menos laticínios, com menos carne e peixe. Controlo as coisas que comemos em todas as horas do dia. Isso dá obviamente um trabalhão do caraças, e há dias em que só me apetece fugir dos tachos e panelas…

Dito isto também não sou 100% rigorosa. Como iogurtes de vez em quando, massa uma vez por outra, uma bolacha num dia sem exemplo… ou douradinhos ou piza se estou exausta.

Há pouco tempo fui fazer análises. Sinceramente ia sem esperança nenhuma… há dois anos que não fazia medições e desde os 20 anos que me foi diagnosticado colesterol genético, com valores acima dos 210, no colesterol total. Já lá iam uns 16 anos de valores elevados, e fizesse o que fizesse, desde exercício, a meditação, a dieta, a o que fosse, os valores estavam sempre elevados. Quando recebi os valores há umas semanas, foi, portanto, sem (grandes) expectativas… eis se não quando me sai uns 183 de colesterol total que me deixaram caída na cadeira…

Estava a pensar (ou estava esperançosa) que os resultados fossem mais. Como sempre. Ia logo comer um pastel de nata ou dois, que isto perdido por 100, perdido por 1000. Mas qual quê… com as análises a bater certinho queria dizer que tinha aqui uma conjugação de fatores a criar boas condições… A comida seguramente teve influência.

Então para mal dos meus pecados (e dos da família toda) a minha dieta/regime alimentar, ganhou ainda mais força. E os ‘chás’ que eu pregava a toda a gente… bom, vou continuar a pregar porque parece que a atitude no frigorífico sente-se. Sim, claro que já tinha emagrecido, e sentia-me mais leve e menos inchada, e tudo funciona melhor, e gasto mais dinheiro em comida do que na casa, porque, aí que lindo, comida boa tem de ser mais cara, mesmo que seja menos processada e devia era ser mais barata. Mas pegar naquele papelinho de números em código valeu este esforço todo.

Por fim só posso mesmo agradecer à internet sem a qual está conversão era quase impossível, e por me ligar a blogues como ‘a pitada do pai’ ou ‘na cadeira da papa’, que fazem um serviço realmente pro-bono a ensinar como transformar receitas de atirar um cardíaco para o hospital em comidinhas que até se conseguem comer e são super saudáveis! Sem eles nunca teria conseguido ❤️👌💪💋

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