Sobras compotas

sobras compotas

Como já tinha dito aqui, adoro fazer compotas. Não costumo acrescentar muito açúcar porque uso fruta já madura, e também não deixo cozer muito para conservar ao máximo as propriedades da fruta, então as compotas acabam por durar pouco tempo. Por isso depois de ter encharcado umas quantas vezes umas tostinhas com compota deliciosa, às vezes ainda fico com bastante compota no frasco e há que as aproveitar antes que se estraguem.

Ontem recebi uns amigos muitos especiais com quem trabalhei no seu atelier. São uma grande família mesmo amorosa e levam a cabo um projeto de arquitetura muito interessante e no qual tive o prazer de participar. Decidi fazer uma tarte tipo Strudel com compota.

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Ingredientes,

.1 pera madura

.1 maçã madura

.1 base tarte massa folhada

.restos de compota (meio frasco pelo menos)

.1 colher de sopa de açúcar

.1 mão cheia de amêndoas com pele

.Umas gotinhas de limão

Preparação,

Neste caso comprei massa folhada para ser mais prático, foi só abri-la com a proteção de papel vegetal no tabuleiro de ir ao forno e ficou mesmo assim. Barra-se a massa com uma camada fina de compota, para que ao enrolar tenhamos compota em toda a massa, e em polvilha-se 1 colher de sopa de açúcar por cima disto. Ligeiramente descentrado, relativamente à circunferência da massa, coloca-se a pêra e a maçã cortadas aos cubinhos pequenos e com casca (muito bem lavadas), formando um corredor. Espremer umas gotinhas de limão por cima da fruta para evitar que oxide demasiado. Deitam-se as amêndoas por cima uniformemente e despeja-se a compota por cima disto tudo.

Para fechar a tarte eu costumo simplesmente dobrar primeiro as pontas ao fim do corredor onde dispusemos os ingredientes, depois dobro a aba mais pequena da massa por cima disto e por fim a aba maior, dando a volta ao Strudel com muito cuidado para terminar de enrolar a massa.

Leva-se ao forno a 180º com calor em baixo e em cima até a massa folhada inchar um pouquinho e ficar bem tostadinha 🙂

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Podem usar uma compota de qualquer sabor porque a pêra e a maçã funcionam como uma base de fruta neutra. A compota que eu usei foi de ameixa e pêssego.

É uma delícia relativamente saudável muito rápida e prática de fazer (isso para mim é tão importante). Fica deliciosa, todos gostam e pedem para repetir 🙂

Bom proveito!

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Fruta&Aveia

aveia e maçã

O que é que se passa que quando estamos em casa temos mais fome?… Geralmente acontece porque estamos menos atarefados e por outro lado porque sabemos que temos a cozinha toda mesmo ali ao lado…. então vem aquela altura em que só nos apetece mesmo é um chocolatinho… e depois desse apetece umas bolachas… e depois ainda continuamos com fome e já estamos enjoados de só ter comido porcaria…

Quando estou neste estado de angústia alimentar sei que preciso de algo guloso que me sacie por umas horas sem ser um abuso de açúcar mas que me satisfaça. Tento sempre incluir fruta entre refeições grandes porque não aprecio fruta depois de almoço ou jantar. Acho que não me sabe tão bem, para além disso nessa altura já só retemos o açúcar da fruta desperdiçando a parte melhor (os nutrientes e vitaminas). Criei esta receitinha muito simples de fazer e que proporciona energia para a tarde inteira.

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Ingredientes,

.1 maçã

.4 colheres de sopa de flocos de aveia ou muesli

.1 colher de sopa de gérmen de trigo

opcional,

.1 iogurte natural/sabores magro

.1 colher de sobremesa de mel

 

Preparação,

Lavam bem a maçã, cortam-na em 4, tiram os caroços e levam ao micro-ondas, num recipiente próprio, por 4 minutos na potência máxima. Eu gosto de deixar a casca das frutas porque a maior parte das suas propriedades se encontra imediatamente abaixo da casca, mas aqui podem fazer como gostarem mais. Quando tirarem a maçã do micro-ondas verifiquem que deixou uma aguadilha na tigela e que está desfeita. Se ainda estiver dura deixem mais um minuto ou dois. Coloquem o muesli ou flocos de aveia e mexam bem, envolvendo estes com a maçã e o seu suco. Por fim deitem o gérmen de trigo (é praticamente fibra pura, não tem sabor, sacia e limpa o organismo, só benefícios).

Se estiverem com muita fome podem acrescentar um iogurte (aconselho magro) e um bocadinho de mel, para quem precisa mesmo de açúcar.

Para quem preferir uma versão mais natural podem usar a maçã sem passar pelo micro-ondas, mas nesse caso aconselho a junção do iogurte para não comerem os flocos de aveia em seco.

 

É uma receitinha super prática e rápida, é bastante saborosa e garante umas horas sem fome. 🙂

Compotas

compotas

Faço-as o ano todo. Para já adoro, sim, sou gulosa, confesso, em segundo lugar são uma ótima forma de aproveitar fruta madura. Como uso a fruta já muito doce posso pôr apenas metade do seu peso em açúcar, deixo ferver 25 minutos a 100º e acrescento algum ingrediente que faça sentido dependendo da fruta utilizada.

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Desta vez fiz uma compota de ameixa e pêssegos e levei metade a uma prima que fui visitar.

Ingredientes,

.800 gr de ameixas e pêssegos maduros

.400 gr de açúcar

.200 gr de chá de pêssego

Preparação,

Lavar muito bem a fruta, descaroçá-la e deitar com pele e tudo num tacho. Juntar o chá e o açúcar e deixar 25 minutos depois de ferver, mexendo bem para não pegar.

No fim esperar que arrefeça um pouco e passar a varinha mágica na panela grosseiramente.

Colocar em frasquinhos esterilizados o conteúdo ainda bem quente e fechá-los logo, para que ganhem vácuo.

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Como levam pouco açúcar (geralmente o recomendado em açúcar é o mesmo peso da fruta utilizada) e não são muito fervidos estas compotas duram pouco tempo, devem ser consumidos em 1 a 3 meses, dependendo do uso que se lhes vá dando, e guardados no frigorífico, mas também têm a vantagem de não fazerem tanto mal e de conservar melhor as suas propriedades vitamínicas, não se limitando a uma redução de açúcar aromatizada de fruta, como ficam alguns doces…

 

Bom proveito!

Bimby

Adoro a bimby! Gosto tanto da bimby que consegui que 3 amigas minhas a comprassem sem ganhar nada com isso. Gosto tanto da bimby que nas férias da faculdade pedia emprestada a bimby da minha madrinha e me deliciava a fazer receitinhas deliciosas. Tanto que isto tudo aconteceu antes de eu ter uma bimby… e quando fiz 30 anos os meus pais e avós ofereceram-me uma pelos anos. Quase chorei de emoção… a minha avó nem queria acreditar, só dizia ‘Bem se soubesse que ias ficar nesse estado já ta tinha dado há mais tempo…’

E desde então que a uso todos os dias, raramente passam 24horas sem que a use. É uma coisa dela e minha, ficamos com saudades e eu tenho de a usar… não, bricadeirinha, dá mesmo muito jeito e é mais um dos campos onde realmente a engenharia alemã se destaca.

No outro dia o meu marido chegou a casa cansadíssimo do trabalho e eu também não estava muito famosa, tinha dormido pouco, a bebé exigente todo o dia e ainda tinha trabalhado, por isso não tinha conseguido preparar nada para o jantar. No entanto tínhamos fome para mais do que umas tostinhas e a mim apetecia-me algo saudável. Então peguei em duas postas de salmão pusemo-las no primeiro andar da Varoma, dispusemos legumes congelados no andar de cima e dentro do cesto batatinhas com pele cortadas em 4, com o copo cheio de água até meio. Sal em tudo, louro no peixe, 25 minutos | Varoma | posição 2. Viemos para a sala sentámo-nos no sofá a desabafar sobre o dia, a caganita a dormitar sobre o meu peito e só nos levantámos quando a bimby nos chamou docemente, ‘ti-ri-ri-ri-ri-ri’. O meu marido foi à cozinha, empratou, regou com um fiozinho de azeite, e voltou com uma refeição deliciosa, simples, saudável, prática e rápida.

Lembram-se do Scampi, um cãozinho felpudo, para quem não podia ter o prazer de ter cãezinhos a sério? Pois eu tive um desses, e nunca mais me esqueci do genérico que dava na televisão ‘Scaaampi, és um amigo a valeeeeeee-eeer!’. Em várias situações me recordo desta musiquinha e substituo com o que fizer mais sentido, e neste caso é claramente devido o tributo à minha querida bimby, ‘Biiiiimby, és uma’miga a valeeeeeee-eeer!’.

Bolo Trapalhão

bolo_trapalhão

Esta receita foi-me dada pela minha madrinha quando eu estava a morar sozinha, tinha de gerir faculdade, com aulas de sevilhanas (dei aulas durante 9 anos), com tratar da casa e tudo o resto que tinha de fazer para me manter viva e asseadinha. A vantagem e a maravilha desta receita é que se deita tudo para dentro do recipiente, depois é só mexer 10 min e pimba, forno com aquilo! Outra vantagem é que não é preciso pesar ingredientes, o que ainda melhorava mais a coisa, já que nem balança de cozinha tinha na altura.

Acabei por escolher fazer algumas modificações e a verdade é que uso quase sempre a receita base quando faço bolos. Para variar mudo os ingredientes opcionais e pronto, está feito.

Pois hoje para o ‘mesversário’ aqui da caganita escolhi a variante de maçã. O uso da fruta permite deitar um bocadinho menos de açúcar o que torna a coisa mais saudável.

Então é assim,

.3 medidas* de farinha

.2,5 medidas de açúcar

.1 medida de leite magro

.1 medida de manteiga magra amolecida

.4 ovos

.1 maçã média/grande cortadinha em bocadinho pequeninos ou desfeita.

Preparação

Juntar tudo num recipiente, bater durante 10 minutos (o segredo está em bater), deitar numa forma com buraco no centro untada com manteiga e polvilhada com farinha e levar ao forno durante 45-1,20h a 180º. Aqui depende muito do tipo de forno que utilizam, o melhor mesmo é ao fim de 40 minutos irem espetando um palitinho no centro do bolo, quando vier só húmido, e sem massa agarrada, está pronto. Abram o forno e deixem 5 minutos lá dentro, depois tirem e 10 minutos depois podem desenformar.

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Hoje não há tempo para mais e a receita serve mesmo o propósito de ser simples, prática e rápida de fazer 🙂 Assim não lhe vou por nenhum enfeite ou cobertura, o bolo fica com ar de bolo, só mesmo 3 foguetes espetadinhos para celebrarmos o ‘mesversário’ (velas pareceu-me exagerado).

Fica um bolo grande e húmido, denso, por causa da manteiga e da fruta. Acompanha bem chá e serve para lanche, depois da refeição é um bolo um pouco pesado, mas delicioso, fica a dica…

*mais ou menos uma chávena de chá