Mais queixinhas…

Hoje estou numa de queixinhas. Não consigo parar. Às vezes fico de saco cheio e se não sair acumula, enquista… Então mais vale deitar cá para fora. Sim, eu sei, torna-se chato, mas é já por isso que aviso no início do post. Quem quiser não lê e volta no próximo…

O João Miguel Tavares escreveu um artigo há pouco tempo sobre esta coisa de ninguém falar dos homens-pais. Que as mulheres conquistaram nos últimos anos o espaço para se queixarem e toda a gente já ouviu que as mulheres têm de conciliar vidas muito preenchidas e difíceis, mas que parece que deixaram de falar nos homens. E que agora eles são pais, estão presentes e ajudam nas tarefas da casa. E ninguém fala deles e eles também têm vidas difíceis e exigentes. Concordo. É verdade e ainda bem que o escreveu. E até falou de imensas outras coisas numa grande lição de história e que eu não me atreveria a resumir em duas linhas. O Z, que detesta ler artigos enormes, leu e lambeu este artigo e até o postou no seu mural facebokiano e mandou para mim, ‘Vês, vês, vês?!’ Ok, já vi, tudo bem, sim senhor. É verdade. Para além de estar muito bem escrito.

Mas, sim, vem lá o mas… Assim que um homem diz isto, conta o que faz, que trabalha e é pai e ajuda em casa, corre toda a gente a fazer comentários, ‘que bom homem’, ‘tão amigo da mulher’, pai dedicado’, etc. E é verdade. Mas, novamente, para que alguém diga isto de uma mulher… ui… coitada, não invejo a vida que leve porque deve mesmo ser uma mártir.

É que geralmente os homens não fazem este tipo de comentários. Nem a homens nem a mulheres. Estas palavras são das mulheres. E as mulheres não gabam as amigas, familiares ou conhecidas por coisas que elas sentem que estão fartas de sempre fazer.

E não entendo esta lógica. Porque se defenderiam também a si próprias ao defender o trabalho das outras. Mas parece que preferem o caminho do desdém, será isso? Não quero ser injusta mas realmente às vezes sinto-me exausta. De trabalhar com a minha filha em casa. De lhe dar todas as refeições, ainda tratar da casa diariamente, fazer refeições, dormir 4 a 6 horas diárias sempre e no fim ainda ouvir que o meu marido tem de descansar… Pois tem, trabalha, muito, e faz imenso em casa (porque não haveria de fazer se eu também faço??), e está com a filha (nas horas possíveis do seu dia), mas não acho que tenha de descansar mais do que eu tenho ou preciso. ‘É diferente tu estás em casa’. E pronto, meu senhores aí está.

Nunca vou entender isto, mas das mulheres exige-se, não sei muito bem porquê, não sei muito bem o quê… Eu explico. Se trabalhamos em casa temos mais é de estar caladinhas porque não é a mesma coisa que trabalhar na rua, porque quem está num escritório cansa-se muito mais do que quem está sentado, refastelado, a trabalhar em casa. Nem discutam isto por favor, todo o mundo sabe e quem trabalha em casa, só por isso devia ter vergonha. Ainda para mais não tenho nada que me queixar porque temos ajuda de uma empregada doméstica uma vez por semana, coisas que EU deveria fazer e tratar, uma vez que estou refastelada em casa (se tenho tempo para trabalhar também tenho tempo para dobrar roupa e pôr loiça na máquina). E se o meu marido ganha mais que eu, nem que sejam 100 € é ele que paga estas comodidades. E se sou eu que ganho mais devia ter mais vergonha ainda por estar em casa e ganhar mais por isso. Mas se a mulher trabalha fora de casa, tal como o homem… bom, aí tem duas hipóteses, ou é uma coitadinha que não tem outras ‘possibilidades’ (há algo nesta palavra que me deixa absolutamente doida…) e coitadinha, lá vai ela ganhar ‘mais algum’, ou se é uma profissional consagrada e retira prazer do trabalho, e então é uma sacana que não quer saber da família e, imagine-se, ainda é o marido que tem de ir buscar os meninos à escola, coitadinho (do marido e dos meninos).

Será que isto é uma coisa das mulheres? Das mulheres? Para as mulheres? Porque também ninguém defendeu o trabalho das que falam, porque haveriam agora de falar bem das outras? É isso? Ou isto das novas posições nas novas sociedades ainda estão a ser conquistadas?

Não sei, hoje estou especialmente cáustica, é verdade, mas às vezes parece-me que as pessoas se chateiam verdadeiramente é com o bem que estamos com as coisas. Para já, só estão bem a criticar e portanto cada um se incumbe de se rodear de gente que pensa da mesma forma para se proteger e não ser tão atacado, e depois adoram julgar. Julgar quem tem prazer ou está de bem com a vida. Ui, esses são os piores. Toda a gente preocupado em levar uma vida difícil e depois aparece quem se queira rir das dificuldades? Ou é maluco ou um sacana. É o que vos digo…

Semanas (e férias)

Com os feriados o Z. aproveitou para tirar férias. Uma delícia. Começávamos sexta e só acabava no outro domingo, ou seja este. Íamos à praia pela primeira vez com a MR, íamos descansar, ele poderia correr, eu punha coisas em dia, íamos pendurar quadros… enfim. Errrrrrrr… Nada disso. Tive trabalho, imenso trabalho. É delicioso. Quer dizer quando fico assim cheia de trabalho vibro. Parece que os meus poros se alinham todos e ficam qual crentes numa igreja a vibrar ao som de Gospel. Não penso em doenças, fico focada. A minha pupila fica dilatada e parece que entro num plano de cinema em que estou parada e tudo à minha volta se mexe a um tempo diferente do meu.

Desde que a MR nasceu que eu não conseguia fazer isto. Ela era o meu foco, a minha atenção. Desde que o Zé foi ganhando mais protagonismo como pai eu pude ir encontrando outros espaços para além de mãe. E este é um espaço fabuloso, onde faço coisas acontecer, onde sinto que posso mudar o mundo, e mudo mesmo, uma casinha de cada vez.

Mas o trabalho vem em alturas não programadas. E quando calha nas férias do marido é uma pena. É ótimo porque fico descansada, e todas as refeições estão asseguradas e ela está bem e eu fico mais disponível, mas desencontra-nos aos dois. Deitamo-nos a horas diferentes, levantamo-nos a horas diferentes, comemos em 15 minutos apenas. Não há passeios em família, porque todos os bocadinhos são para trabalhar ou reunir com clientes, fornecedores, etc.

A caganita já diz mamã e agora di-lo nas situações em que mais me aperta o coraçãozinho, depois de eu sair ou quando fecho a porta da casa de banho e vou tomar um banho. Só me apetece voltar para trás e correr a abraçá-la e beijá-la e, e, e… E é o que faço. E salto e aperto-a e fico louca com aquele ‘mamã’.

E passada esta semana tão intensa, em que não dormi quase nada, de desencontros e ausências para dar lugar a outras presenças, sentamo-nos no sofá de domingo e olhamos um para o outro constatando que precisamos de umas férias. A 3 desta vez 🙂

Às vezes

Às vezes corre tudo bem. E mesmo assim é tudo muito cansativo. É assim, para nós é a primeira vez, e eu imagino que seja verdade o que dizem, sobre o primeiro ser o mais ‘difícil’. É o sair das nossas rotinas pela primeira vez (e são 2 as rotinas que cada um perde, a de cada um e a dos dois em conjunto), é o ter um bebé pela primeira vez em casa, é o desconhecido do que se compra, o que se cozinha, é a tentativa (desesperada) de manter pelo menos os ritmos dela, e invariavelmente o nosso jantar serve-se às 23h. Mesmo quando tudo corre bem.

E não é só o que este serzinho maravilhoso nos ocupa o nosso tempo, às vezes, mesmo quando tudo corre bem, é difícil. E então o que se torna pior é o que o tempo com ela nos inviabiliza o tempo individual ou a dois, depois. Ficamos de luzes apagadas, o babytv ainda ligado e nós em silêncio de olhos postos no infinito. Talvez a imaginar um futuro onde cada minuto de cansaço valeu mais do que a pena.

Princesa

Modo férias. Uma delícia. Fiz as malas um pouco a imaginar-me ter de a passear pelos corredores da Pousada, escolhi calçado confortável e roupa versátil. Pensei, ‘Paciência, se chorar mais chorou, estamos de férias bolas, nada de stressar…’ E lá fomos nós. Frescos e fofos. Tão frescos e tão fofos que ela esteve melhor que nunca. Em perfeita sintonia e harmonia connosco. Durante o jantar entretida no carrinho durante 2 horas, as noites, sem um ai, o mel, os risos… uma delícia. Foi isso mesmo, estava de se comer.

A minha madrinha diz que se sente rejuvenescida. Muita generosidade sua atribuir tamanha sensação de felicidade e juventude à minha filha. Mas é verdade que as crianças e os bebés têm o poder único no mundo de nos fazer sentir isto. Enquanto cuidamos de um bebé sentimos que ainda estamos jovens, lúcidos, capazes e com força. Sentimo-nos cheios de vitalidade. Com a força de quem vai para o trabalho pela primeira vez, todos os dias.

Eu sinto-me assim, a boca do mundo. É difícil explicar esta sensação, sobretudo a quem não é mãe, mas sinto-me capaz de todo. A mais feroz das feras, a mais terna flor, tudo ao mesmo tempo. Sagaz e frágil, capaz e com dúvidas. A parte mais importante de mim é um ser exterior ao meu corpo, mas com uma presença tão física no meu cérebro. Este ser é a minha vida, e só as mães entendem o tamanho de cada uma destas palavras.

E quando saímos à rua o sorriso vem-me estampado na cara. Duas vezes. É reflexo do sorriso interno que carrego mais a impressão do olhar dos outros e das palavras que nos atiram, ‘Tão linda!’, ‘Parece uma princesa’, cheguei a ouvir ‘Ela é tão… minhoni.’ 🙂 E o meu coração aquece. Todos se metem connosco e desejam felicidades e muita saúde e tudo de bom. Fico tão com a sensação que sou a boca do mundo, como se fosse a sua palavra, a razão, o tema da coisa, que no outro dia alguém gesticulava à minha frente, quando eu segurava a MR, e eu perguntei com um sorriso ‘É para mim?’ ao que me respondeu a rir, ‘Não, não é para o senhor de trás’.

É esse o poder das crianças. Fazem-nos sentir fragilizados e poderosos no mesmo capítulo. Conseguem transformar os nossos medos nos medos deles que depois nós acalmamos e usamos para nos tornarem mais fortes. Fazem-nos sair à rua e provocam um rasto de sorrisos ais e uis por onde passam. E fazem-nos pensar que as férias já não vão ser como dantes e vai-se a ver são bem melhores. As conquistas são tão maiores que até nas coisas que se tornam mais complicadas as escolhemos fazer com eles. Porque sem a sua babita, o seu chorinho, as mãozinhas sujas de papa na nossa roupa, os olhares cúmplices e ternurentos dos outros pais, já nem tinha (tanta) graça. ❤

amores a 2

Tenho 2 primas que tiveram bebé há pouquinho tempo. A graça maior é que as nossas mães eram todas primas e tiveram grávidas ao mesmo tempo. Nós resolvemos repetir a gracinha… Tenho falado com elas e vejo a delícia do estado que se encontram, o namoro pegado a três, e o empenho especial de um dos pais, o R, que se sente absolutamente rendido (às boas emoções). A família toda está num mel pegado, mas aqueles dois estão especialmente enamorados, a minha prima e o marido. É lindo só de ver, e impossível não me recordar das nossas primeiras vezes e destas primeiras emoções a três.

Quando a MR nasceu, nasceu em mim uma mãe. Essa mãe foi crescendo e ainda está o construção. Cresce com a MR. A minha mãe sempre disse que as mães são construções dos filhos. E o nosso grande Herberto Helder explica isto tão bem, ‘As mães são as mais altas coisas que os filhos criam’. Mas os pais estão ali. Ficam a olhar-nos. A ver a nossa barriga crescer. Sentem-se entusiasmados sem estarem a sentir nada. Vem tudo de fora. E quando se sentem pais pelas primeira vez não é nada óbvio, nem linear, nem necessariamente progressivo. Às vezes parece que andam para trás e para a frente sem ordem nenhuma específica.

Dizem que as mulheres se sentem mães quando ouvem o coração do bebé pela primeira vez. No meu caso não posso dizer que tenha sido esse o momento. Claro que quando ouvi aquele coraçãozinho fiquei em silêncio, parece que o meu parou de bater por um bocadinho só para ouvirmos melhor. Foi lindo, mágico, foi emocionante. Mas foi na consulta em que a obstetra nos revelou o sexo do bebé que eu me senti mãe. Deixei de estar grávida de um bebé para passar a estar grávida da minha filha especificamente. Já não era a sementinha como lhe chamavamos, mas agora tinha nome, já quase tinha cara. E eu era mãe dela! Dizem que os homens se sentem pais quando têm o bebé pela primeira vez nos braços. E o Z… bom, desfez-se quando pegou naqueles 2780 quilos, ria e chorava tudo ao mesmo tempo 🙂 E eu ria e chorava a olhar para ele. Para os 2 🙂

Mas o tempo foi passando e eu fiquei muito em baixo e profundamente sensível e sensibilizada e o Z foi-se encontrando naquele meu novo eu como pode. O espaço dele já não era o mesmo. Agora em vez de vomitar eu dava de mamar. Ele já nem sabia bem qual era a sua versão despreferida. E quando nos perguntavam se estávamos a gostar ele recusava-se responder para evitar chocar. Eu amei cada dia da minha maternidade. Profundamente. E senti dolorosamente muitos desses dias também. E o Z foi sendo mais e menos pai à medida que lhe era possível. À medida que se ia convencendo que aquela barriga que ocupava imenso espaço na cama durante uns 6 meses, de repente, de um dia para o outro, se tinha tornado naquilo. Naquela coisinha que não falava, só chorava, às vezes dormia, outras não, fazia cocó e comia. E nos primeiros tempos era difícil arrancar-lhe um sorriso de felicidade genuina do rosto.

A MR foi crescendo e com ela também nós. Fomos e estamos ainda a encontrar o nosso espaço. A definir o espaço dela. A perceber o que é isso que sobrou de nós, depois do casal e da parentalidade onde estão aqueles dois indivíduos que conhecíamos tão bem há uns 2 anos atrás? Não é fácil, não foi fácil.

Mas tínhamos um sonho. E decidimos que queríamos encontrar-nos e fortalecer-nos. E que apesar de todas as dificuldades e toda esta imensidão de emoções e sensações, a MR foi de longe, e de perto, a melhor coisa que nos aconteceu na vida. E agora já ri. E dá gargalhadas. E mexe em tudo. E não quer estar sentada, e não quer estar deitada, e estica-se toda para se levantar, e diz ‘aaaaaaaaaaaaaaaaá!’ quando nos vê… e agarra em tudo e quer comer o que nós comemos, e olha para nós… E olha para o pai apaixonada e para mim cúmplice… E é, de facto, uma delícia. E então o Z queixa-se menos. E fica todo saudoso quando se afasta. E não lhe resiste e ajuda mais em casa. E sente-se mais pai, porque um pai se constrói no mesmo tempo que a mãe. Mas a sua gravidez é externa, porque a barriga é só uma mimesis. E agora a MR tem quase 8 meses e o Z sente-se pai. E damos a papa juntos. E estamos na cozinha a fazer o jantar e começamos a cantar porque a caganita é uma chatinha para comer e tem de ser entretida e passeada e com cada colher de papa vai um verso de uma canção. Hoje corremo-las todas. Começámos com as canções infantis que a minha mãe me cantava, cantei as do babytv que ela adora e já ia nas canções da revolução (também cantadas pela minha mãe) quando chegámos à última colherada. Noutra altura teria sido uma canseira, mas hoje ríamos a cantar canções e fazer vozes diferenciadas e a inventar instrumentos para a loja do Mestre André…

Os primeiros tempos não foram fáceis. Foram lindos, sim. Mas dolorosos também. Isto de ser mãe constrói-se. Começa com uma barriga e depois dá num bebé. Mas isto de ser pai é mais complexo. Começa com um bebé. E depois dá um pai. E nós aqui temos o nosso. A terminar o seu período de gestação. ❤

Mulheres

O meu querido avô faleceu há 3 anos e meio. Uma tristeza, uma desgraça. Uma dor, a perda que mais me feriu. uma parte de mim morreu um bocadinho também com Ele. Meu querido avô, homem bondoso, teimoso e cheio de afetos. A minha maior dor é que nunca tenha conhecido o meu marido. Nem a minha filha. Mas como diz a minha madrinha as pessoas só morrem de verdade se as esquecermos. Se deixarmos de falar delas.

E eu não esqueço o meu avô. Não deixo de falar dele. E nestes pensamentos parece que o sinto comigo, perto de mim quando lembro melhores e piores momentos. Quando me lembro como me irritavam certas coisas que fazia. Ou como quando ficava feliz quando me surpreendia. Fazia-me serenatas de tarde na sua guitarra. E dizia, ‘Isto era o que se tocava às raparigas quando eu era novo. Ah, cara linda, se eu tivesse menos 20 anos não me escapavas!’. E riamos os dois.

Era um beijoqueiro. Andava de volta da minha avó e dizia, ‘Dá-me um beijinho!’, que invariavelmente o sacudia retorquindo ‘Olha a miúda!’. Quando dormia a sesta ia para a sala e eu ia a correr para lá e ficava a brincar com a companhia do seu ressonar suave. Se o acordava ficava pior que estragado. Mandava-me para outro sítio qualquer da casa. Mas se lhe dava um beijinho ficava todo meloso e rabujava entre dentes uma cançãozinha que mal se ouvia.

Passeámos imenso os 3. Eu, o meu avô e a minha avó. Fui neta única durante 12 anos e filha única até aos 15. O meu avô viu-me crescer ensinou-me coisas sem fim. Valores, engenhoquices, a jogar às cartas, adivinhas… e ainda me deu explicações numa matéria de física na faculdade.

Era um tipo às direitas. Um chato, falava imenso, discutia e era teimoso. Um amor. Dava beijinhos aos homens de quem gostava muito. Dava beijinhos ao meu pai que era seu genro. E a mim dava-me imensos beijinhos. E se lhe perguntava se estava bonita dizia-me ‘Tu estás sempre linda. Qualquer trapinho te fica bem’. Só não gostava de me ver de verde. Era um benfiquista ferrenho e um anti-sportinguista sem cura.

No dia da Mulher, todos os anos me ligava. ‘Filha, estou a ligar-te porque sei que é dia da Mulher. Mas não é para te dar os parabéns. desejo-te bom dia como em qualquer outro, porque eu acho que o dia da Mulher tem de ser todos os dias, ou não? E já pensaste, não há um dia do Homem. Porquê? Porque o seu dia é todos os dias? Também o da mulher o devia ser. Existir o Dia da Mulher sem o Dia do Homem não é discriminação para o Homem, é discriminação para a Mulher. Portanto filha desculpa lá, mas hoje não te posso desejar um feliz dia.’ A todas as mulheres, um bom dia como noutro qualquer.