Manhãs

As manhãs tem qualquer coisa. É a luz, o sol, a vida. Quando o dia começa é perfeito, ainda tudo pode acontecer e nós acreditamos que tudo o que irá acontecer será bom, positivo, correrá da melhor forma. Pode correr e nós nisso acreditamos.

É assim equivalente ao fim do 12o ano de escolaridade. A pior parte já passou e agora resta-nos escolher o que queremos mesmo fazer, mas sem o peso de ter de pagar as nossas próprias contas, trabalhar todos os dias, etc. E quando entramos na faculdade vamos sempre a acreditar que vamos entrar no quadro de excelência e beber uns copos com aqueles que vão ser os nossos amigos para a vida. E de manhã a noite já passou (que é aquele período ‘mel’ para os ataques de pânico), e lá está, o sol a entrar pela janela faz-nos crer que tudo (de bom) pode acontecer.

A esta hora não há ataques de pânico, os doentes sentem-se sempre melhor e temos vontade de mandar mensagens aos nossos amigos a gritar ‘ bom dia alegria!’ Só esta manhã acordei com umas dores insuportáveis, felizmente reconheci o meu ataques de há um mês atrás, uma coluna de ar atravessando o meu corpo, qual corrente de ar frio no golfo do norte (nem sei muito bem se isto existe assim), e vai de ir a correr (andando muito devagarinho) até à farmácia mais próxima. Afinal há manhãs menos inspiradoras e está é seguramente uma delas. Parece que para o dia quente, delicioso e promissor de hoje se prevêem fortes dores e longas estadias no sofá… Metade do processo já é positivo…

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Na ordem do dia

Não disse nada sobre este assunto até agora. Nem me apeteceu dizer. Assisti a isto sabendo a notícia pelo fim, sabendo os pormenores depois, como o resto do país. Fiquei horrorizada e tanto foi dito que eu achei que não tinha mais nada a acrescentar. E não tenho na verdade. Sempre detestei praxes. Nunca fui a praxes, nunca me interessaram. Sei que há pessoas que ao ler isto teriam muitos comentários, ‘Porquê?’, ‘Mas há praxes inocentes’, etc. Pois, não é a minha cena ou lá como se diz.

O meu marido, a única pessoa com quem tenho discutido isto, mostrou-me esta manhã um texto que nos comoveu aos dois. De tão bem escrito que está, de tão inteligente. Por defender aquilo em que acreditamos. Não resisti, tive de ir conhecer aquela pessoa, ler as coisas que diz. Fiquei positivamente surpreendida. Pelos vistos ele também se surpreendeu pelo quanto o seu texto se tornou viral. E escreveu um texto defendendo-se, dizendo que ele, quem toda a gente julgou espetacular, tinha as suas falhas. E com esse texto ainda se elevou mais (este homem é espetacular).

Achei-o tão parecido com o meu marido, naquela irreverência, na falta de auto-controlo, no carinho sob uma pele de um casmurro. Adorei, adorámos. Aquele carinho que a família partilha, a forma como fotografa a sua mulher de forma apaixonada, os olhos que veem aquele miúdo… E então tive de fazer este post. Para que leiam o que este homem disse. É uma lição de amor. Um abraço em forma de texto. Uma ternura. Vejam bem, aqui.

Mimos na blogosfera

blabla

Hoje fiz um post sobre sugestões de Natal e reuni para isso os links para as páginas ou negócios que me inspiram de alguma forma, que têm um ar cheio de gracinha, que são um mimo, sei lá que nos fazem acreditar num mundo bonito, especial e todo fofo.

Não conheço todas as coisas belas que aparecem na blogosfera e seguramente só sou detentora da minha opinião e nenhuma verdade em particular. A verdade é que contactei as pessoas que referi e recebi as respostas mais amorosas que podia esperar. Não esperava de facto, e esta partilha fez-me sentir parte de um mundinho especial de boas partilhas e troca de experiências e elogios. Realmente se temos coisas boas a dizer porque não fazê-lo? Diz-se em gestão que um cliente satisfeito conta a 4 pessoas e um insatisfeito conta a 10. Concordo que devamos protestar mas gosto de pensar que se protestar às 4 pessoas/entidades envolvidas no meu descontentamento isso será muito mais eficaz que bradá-lo a 10 pessoas, enquanto que se contar a 10 pessoas que gostei de um serviço estou a dar a melhor recompensa possível a quem tem o negócio/ideia/o-que-seja e estou a fazer um favor às 10 pessoas que agora são mais felizes por conhecerem uma coisa qualquer impecável. E que se calhar até são mais felizes detentoras desse conhecimento. Right?

Então vamos lá mudar esta estratégia e passar a falar muito das coisas que gostamos e reclamar diretamente a quem interessa, se o for o caso. Estamos nessa…

Desenhos

Tenho colocado aqui os meus desenhos digitais porque realmente escolhi assim e é assim que me faz sentido. Não desenho sempre porque acredito que os desenhos têm um valor e as palavras outro. Nenhum vale mais que outro e não se substituem nem se complementam. Por isso, quando fazem sentido juntinhos assim vêm, senão vão sozinhos.

E sobre isto de desenhos parece que está a pegar a moda das parcerias pais/filhos, já tinha publicado uma notícia no facebook sobre uma artista que deixava a filha terminar os seus desenhos, depois coloria e fez um sucesso! Pois agora descobri uma notícia de um pai que fazia muitas viagens e começou a pintar os desenhos que os filhos lhe faziam quando partia. Supostamente para ajudar a ‘passar o tempo’ (esta nossa língua tem cá umas expressões…). Pessoalmente gosto mais das versões pintadas a lápis, mas posteriormente começou a colori-las no ipad. Enfim aderimos todos às modernices, mas o projeto tem piada. É ver aqui

Eu que adoro estas coisas e desenhos e brincadeiras e parcerias, e tudo e tudo, pergunto-me se daqui a uns aninhos não me meto também nestas coisas aqui com a caganita que todos os dias cresce mais um bocadinho. Sim, que agora em vez de comer a meia-papa em 45 minutos já a come em 15 minutinhos. Nada mau 🙂 Ainda assim, meia-papa, meio-cresce, todos os dias mais-meio-bocadinho 🙂