Tem dias

Hoje esteve impossível, coitadinha (de mim, claro). Acordou pelas 10h, já estava irritada porque ainda tinha mais uma horinha para dormir… Mas de fralda suja acabou por acordar. No meio da azáfama de coisas que andava a fazer não lhe dei atenção nenhuma e ela não gostou de se sentir a mais… Começou por reclamar atenção de mansinho mas à medida que eu a ia enganando entre chucha, canções e olaré-palminhas, à distância, foi ficando mais e mais zangada. Com tanta zanga não consegue dormir e aí vem o saturada… E o saturada meus senhores e minhas senhoras, tira a fome ao leão mais esfomeado, derruba o gigante mais forte, tira do sério o monge budista mais pacífico…

Resultado, uma bola de neve (já que estamos na época) de emoções, de ações e reações, sem dormir, a comer mal a chorar, resumindo, a fazer birra… A falar calmamente para ela, para não intensificar o seu choro e nervosismo, acho que se alguém tivesse falado comigo nalguns dos piores momentos teria respondido aos gritos, qualquer coisa do género, ‘IMPORTA-SE DE NÃO EXISTIR SÓ POR UNS MOMENTOS, POR FAVOR??’

Na hora da papa estava exasperada por todo o dia (ela e eu). Comeu bem mas sempre a refilar. Nem sei se foi do sabor novo que hoje introduzi ou se de tudo. Amanhã há que experimentar de novo.

Presumo que também tenha (ela) direito a dias assim.  No meio da azáfama de coisas que tinha para tratar hoje não fiz nem metade. Porquê o esforço então? Talvez se tivesse estado mais calma tivesse feito o mesmo e ela tivesse descansado mais… Nisto acho que os filhos nos pregam assim umas lições, terei eu não feito nada graças ao seu estado, ou terá ela estado assim graças ao meu furacão realizador de tarefas? Voto humildemente na segunda…

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