Hoje

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Agora é assim, a madrinha e a avó vêm cá para casa durante a tarde para que eu consiga trabalhar. Preciso de pôr o trabalho em dia e confesso que tenho alguma vontade de me sentir sozinha (sinto-me tão mal quando penso estas coisas, amo a minha filha mas ao mesmo tempo começo a precisar de umas horinhas diárias para mim, confesso). E então propus à minha avozinha e à madrinha que alternassem uns dias por semana para fazerem o turno da MR. A minha avó aceitou logo com entusiasmo e a minha madrinha até se emocionou. Que tipo de pessoa é preciso ser para ficar emocionada com um favor que lhe é pedido? Só a minha madrinha. É assim de uma generosidade sem fim, maternal e carinhosa, emotiva e disponível como só ela sabe e poderia ser.

A MR hoje está zangada. Dormiu bem e está feliz, mas anda cheia de cólicas. Estava com os níveis de ferro em baixo quando fomos à pediatra e eu decidi dar-lhe um bocadinho de beterraba na sopinha… Grande asneira. A beterraba é um alimento riquíssimo em ferro. Lembram-se daquelas comparações dos alimentos às partes do corpo e àquilo a que fazem bem? Pois a beterraba com todo aquele vermelho, esta-se mesmo a ver, faz bem ao sangue, aumenta os níveis de ferro no sangue e com ele a concentração de oxigénio, limpa o fígado, etc., é quase só vantagens. A desvantagem é que prende os intestinos. E para piorar a minha filha é profundamente presa de intestinos. Já tive de lhe cortar a cenoura completamente porque a fazia sofrer horrores e agora está a acontecer o mesmo com a beterraba. Acho até que ainda é pior. É um sufoco vê-los sofrer assim, a contorcer-se de dores, seja pelo que for. No caso da MR são cólicas. Intensas e profundas.

Uma vez que pela sua idade já está condicionada a um número limitadíssimo de alimentos, acrescer estes proibidos pelas cólicas, complica ainda mais a situação. A minha tia que é médica teve uma boa ideia, uma vez que ainda dou de mamar, sugeriu dar os suplementos alimentares que ela precisa através do leite, quando ela não os pode ingerir diretamente. Significa comê-los eu e poupá-la assim das cólicas e etc. Assim, e ligando o início da estória, fiz o almocinho para as crescidas cá de casa (eu e a minha madrinha) com beterraba para me encher de ferro. Uma vez que estamos numa de controlo de calorias decidi fazer uma saladinha very light. E com very light não me refiro apenas a calorias baixas, é uma refeição saudável mesmo. E no fundo (e na superfície) é isso que é mais importante.

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Ingredientes,

-salada-

.1 maçã

.1 banana

.1 beterraba

.1 batata grande

.1 chávena de chá cheia de alface lavada

.3 fatias de presunto

.2 ovos

.3 colheres de sopa de amendoins

.1 colher de sopa de bagas goji (poderosíssimas em antioxidantes)

.Sal e azeite q.b.

-molho-

.meia embalagem de queijo fresco para barrar light

.1 colher de sopa de molho de soja

.1 colher de sobremesa de mel

.2 colheres de sobremesa de vinagre de cidra

.1 colher de sopa de orégãos

.1 pitada de canela

Preparação,

Começamos por preparar o molho juntando todos os ingredientes e deixando no frigorífico. Colocar os ovos num recipiente com água ao lume para serem cozidos (3 minutos depois da água ferver, para ficarem malcozidos). Lavar muito bem a batata e colocá-la no micro-ondas com sal grosso e azeite, 20 minutos na potência máxima. Lavar a beterraba, descascá-la e cortá-la, colocá-la no micro-ondas com a batata a 10 minutos do fim (cozer a beterraba no micro-ondas e não numa panela com água vai permitir que esta conserve as suas vitaminas lipossolúveis e ao mesmo tempo se mantenha tenra e húmida). Lavar bem a maçã e cortá-la com casca para dentro do recipiente de servir a salada. Cortar para lá a banana descascada, colocar as bagas e os amendoins, o presunto cortadinho em pedacinhos e a alface. Juntar a batata e a beterraba já prontas, mexer tudo muito bem e levar à mesa. Os ovos vão descascados para a mesa e colocam-se um em cada pratinho. Depois serve-se a salada generosamente e por cima uma colher de sopa cheia do molho que estava reservado.

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Como entretanto nos deu a fome (a tarde foi longa) decidi fazer uns Muffins que tinha num livro de receitas antigo, alterando ligeiramente a receita. O livro é ‘O pequeno tesouro das cozinheiras’, da Maria Irene Teixeira. A receita levava menos açúcar pois a ideia é servir um pãozinho levemente doce para barrar com manteiga ou compota. Eu coloquei um pouco mais de açúcar para ser comido assim sem mais nada. Mas servi com chá verde (para ajudar a eliminar toxinas e gorduras) e uma tangerina (combate gripes e constipações).

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Ingredientes

.100 gr de manteiga

.200 gr de açúcar

.500 gr de farinha

.2 ovos batidos

.3 colheres (chá) de fermento em pó

.2 chávenas (chá) de leite

.1 colher (café) rasa de sal refinado

Preparação

‘Bate-se a manteiga com o açúcar e juntam-se a pouco e pouco os ovos já batidos, a farinha peneirada com o fermento e o leite. Misturar tudo bem sem bater.

Untam-se forminhas lisas, redondas e a direito, com manteiga e enchem-se até meio com a massa já preparada.

Cozem de 15 a 20 minutos em forno quente (250º). Dá 30 muffins. Servem-se quentes de preferência.’

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Ficou tudo delicioso e ligeiro 🙂 Adorámos, repetimos, ainda deu para o Z quando chegou a casa e para o meu padrinho provar. Entretanto a pequena já comeu a papa e está na cama. Ainda sobrou um bocadinho da papa agarrada aos meus braços que agora me vou entreter a limpar…

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Festas Felizes

E foi assim o Natal! Não posso dizer que a minha filha tenha adorado, ou que não tenha.  Simplesmente acho que não se apercebeu muito bem do evento. Natal partilhado, primeiro dia com a família do lado do marido, segundo dia a malta do meu lado.
A caganita anda chatinha, zangada nem sei bem com o quê, mas ja não é só ficar de papinho para o ar, comer e dormir. Agora há muitas mais atividades que quer descobrir, e estar sentada, palrar, comer a sopa e a papa, passear, oh se esta miúda adora passear! Enfim, a verdade é que ela descobriu o poder da reivindicação e agora da una guinchinhos de protesto para suportar a sua opinião.
Felizmente esta má-disposição não impede umas deliciosas gargalhadas soltadas para a família, na consoada lá gargalhou perdida para a minha sogra e sempre me vai presenteando ou ao pai com estes mimos uma vez por outra. Compensa (quase) tudo, é o que vos digo…
Entretanto já come sopa e papa quase sem a ajuda da chucha, também come cada vez mais quantidade, só fica mesmo a faltar regular os intestininhos que com estas novas voltas andam sem saber para onde se virar. Assim consegui perceber que a quantidade ingerida é menos dependente do sabor, temperatura, textura ou consistência da sopa ou papa e mais diretamente relacionada com a ‘leveza’ intestinal. Isto foi uma revolução familiar a todos os níveis. Passo agora muito mais tempo diário a fazer massagens à barriguinha ou ginástica das perninhas. Tem resultado e é o que importa.

Este primeiro Natal foi assim maravilhoso. O menino Jesus foi profundamente generoso para todos os elementos da família. Esta quadra fica especialmente mais mágica com crianças e apesar da MR ser ainda demasiado bebé já iluminou os nossos corações. Tanto que me imaginei daqui a uns anitos com 2 ou 3 miúdos, correndo e brincando pela casa fora. Ter um bebé delicioso e calminho tem destas coisas, motiva os irmãos sem saber…

Truques&dicas

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Isto de bebés é assim como os meninos quando vão à casa de banho, cada um com a sua. Significa que quem melhor conhece o bebé será, em princípio, a sua mãe. Quer dizer que cada caso é um caso, até os irmãos podem ser muito diferentes, e como diz a minha mãe, os filhos vão construindo as mães.

Tenho uns quantos truques que aprendi com a minha mãe e o meu irmão- que é 15 anos mais novo que eu- e outros que tenho vindo a desenvolver com a minha filha.

Numa fase inicial os bebés choram com pouca coisa, fome, fralda suja, frio ou calor, dor geralmente associada a cólicas. Claro que há sempre a hipótese de estarem doentinhos, mas excluindo essa hipótese estas costumam ser as suas queixinhas.

Para as cólicas costuma ser um truque muito conhecido passear o bebé de barrinha para baixo assente nos braços de quem o passeia e com a mão a massajar, para aliviar as cólicas. Cá em casa quando ela está mais aflita abrimos a fralda e massajamos a barriga no sentido dos ponteiros do relógio, podem ver dicas aqui, e se necessário ajudávamos com o tubinho do babygel, mas sem o seu conteúdo (ATENÇÃO, foi a nossa pediatra que o aconselhou, falem SEMPRE com o vosso antes de recorrerem a este tipo de soluções). Às vezes a MR está um bocado desconfortável e começo por mexer uma perna de cada vez no sentido da sua barriga terminando fazendo pressão com ambas as pernas. Depois viro-a de barriga para baixo nas minhas pernas deixando as pernas dela penduradas e dou-lhe umas palmadinhas na fralda até adormecer 🙂 Fica super calminha.

Neste momento a MR já faz todas as noites 5 a 7 horas de sono seguidas sem acordar para mamar, mas este ritmo teve de lhe ser sugerido uma vez que o seu interesse em comer era maior que o de dormir… A minha tia sugeriu-me ‘enganar’ a pequenita dando-lhe um bocadinho de água morna no biberão durante a noite casa acordasse. Essa autorização para a enganar acabou por me levar a embalá-la um bocadinho e percebi que se desse a chucha mesmo antes de ela acordar assim ficava mais umas horas 🙂 Não é por acaso que em inglês se chama pacifier.

Já no banho fomos percebendo que o estar na água em modo flutuação a deixava algo nervosa e isso deixava-a a chorar. Para a deixar mais segura basta pôr a mão na sua barriga para que ela se sinta mais aconchegada, mas o que verdadeiramente lhe permitiu começar a apreciar o momento foi estar de barriga para baixo, ainda que apoiada no nosso braço, com os joelhos e mãos assentes na banheira.

Agora que o inverno se aproxima o momento de a deitar na caminha era imediatamente motivo para a acordar. Experimentei aquecer o berço com um saquinho de água quente e realmente resultou. O que ela mais estranhava era a diferença de temperatura do colo para os lençóis fresquinhos. Quando a deitamos encostamo-la sempre a um rolinho, nós usamos um que a minha mãe nos ofereceu, mas podem sempre adquirir um na itsy bitsy, são lindos, tecidos pela mão da Joana Rey, arquiteta de formação, que tive o prazer de conhecer numa parceria com o atelier de arquitetura CASCA, que se dedica agora aos tecidos. Tem vários produtos, desde brinquedos a babetes, malas, muda-fraldas, tudo feito com excelentes acabamentos e um bom gosto indiscutível.

Já quando saímos à rua usamos o sling da Maria Café. É uma excelente forma de passear e transportar o bebé com as mãos livres e sem carrinhos. Para fazer umas comprinhas ali na rua, ou ir ao banco, ou até casa de uma amiga dá muito jeito pô-la lá dentro, ela fica quentinha, protegida, embalada. Parece que vai na barriguinha da mãe e o seu descanso e conforto é visível. Os slings da Maria Café são lindos, feitos com tecidos divertidos e com um ótimo e seguro acabamento. Tem várias medidas, mas nós escolhemos um ajustável para que o pai e a mãe o pudessem utilizar 🙂 Tem ainda a vantagem de facilitar o dar de mamar de uma forma discreta em público. Quando não levo o sling utilizo uma echarpe para fazer o mesmo efeito, nestas coisas confesso que prefiro passar despercebida.

Cada dia, cada semana, cada mês que passa aprendemos um bocadinho mais na experiência direta de lidar com o bebé. Sabe sempre bem poder pôr algumas questões à pediatra, ao médico de família ou mesmo consultar uns sites/ blogs em que podemos confiar. Para além dos links na categoria de ‘bebé’ que consulto esclareço algumas dúvidas na página do sapo, dodot ou johnson’s baby. O importante é levar a coisa com calma, alegria e muito amor que isto de maternidade usa o método empírico e não o das ciências exatas. Ainda com todas estas consultas há sempre espaço para ligar à mãe que sempre que necessário dá o aval final 🙂 e sabe mesmo bem…