Frasquinhos

frasquinhos

Frasquinhos para doces, conservas, molhos, como prepará-los? Sempre que fazemos compotas, por exemplo, devemos ter os frasquinhos esterilizados, por isso devemos evitar ter autocolantes identificativos pois de cada vez que os lavamos temos de retirar os pedaços de cola irritantes, ou fervê-los em água, bahhhhh… Gosto (muito e sobretudo nesta fase de recém-mamã) de ser prática, por isso escolho frasquinhos simples já bonitos per si ou reutilizo frascos de compra (aí sim fervendo-os numa panela cheia de água, mas apenas uma vez, para retirar todos os papelinhos).

Mas quando deito neles os conteúdos gosto de os embelezar um pouco, dar-lhes um toque pessoal. Lá porque tenho menos tempo não quer dizer que tenha deixado de ter tempo de todo ou tão pouco que deixe de ter desejo pelo que é belo, com classe e distinto. Há infinitas formas de forrar frasquinhos, das mais bonitas às mais terríveis, das mais rápidas às mais morosas. Como disse gosto de ser prática e aqui vou apenas deixar a minha sugestão. Uma das formas de grantir que podemos sempre utilizar determinada solução de uma forma prática, é pensá-la com materiais que habitualmente temos em casa, ou neste caso na cozinha.

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Assim os materiais que preciso são,

.fita-cola colorida,

.elástico colorido,

.papel vegetal culinário,

.caneta tipo de ‘acetato’ (caneta de tinta permanente, que não esborrata e escreve em superfícies plastificadas),

.serrapilheira, papel vegetal culinário, resto de tecido, etc.

frasquinhos_instruções

Como se faz,

Corta-se o papel vegetal culinário (que se pode comprar em qualquer supermercado) à medida da altura do frasco (h), sem contar com os rebordos, como se pode ver na imagem.

Em seguida ‘veste-se’ o frasco com a folha que cortámos mas deixando 1 dedo aproximadamente a separar as duas pontas, como exemplifica a imagem. Isto é importante para que quando fixarmos com a fita-cola esta apanhe simultaneamente o vidro e o papel evitando que ele dance no frasco.

Antes de fixarmos o papel escrevemos no centro o rótulo do conteúdo, com ou sem data, com ou sem ingredientes, é como preferirem. Podem fazê-lo brincando com a caligrafia, sendo mais simples ou mais arrojado.

Essas pontas vão ser fixas ao vidro através de fita-cola colorida, que facilmente podem encontrar num supermercado, mas eu tenho um carinho especial pela ‘Washi Masking Tape‘, uma fita-cola feita de um papel especial japonês e muito utilizado em embrulhos, brincadeiras, papelaria, etc. Para Washi-tape e montes de outras gracinhas de papelaria podem ir à made in paper, uma lojinha on-line mimosa, ui se apetece comprar tudo!, que descobri através de uma amiga e sobre a qual já falei aqui. Tem realmente umas coisinhas deliciosas, já a Washi-tape existe em várias cores, com padrões ou 2 cores. É escolherem as que gostam mais, eu cá fico deliciada com as cores simples.

Para o carapuço do frasquito é só cortarem uma peça mais ou menos circular de serrapilheira, papel vegetal culinário, restinho de tecido, o que quiserem, e e prenderem-no com um elástico colorido a fazer pandã com a washi tape utilizada 🙂 Eu utilizei umas sobras de sobras de cortinados, que já tinha usado aqui, e simplesmente bordei uns corações de várias cores. O máximo, vos garanto.

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A vantagem é que estes rótulos são resistentes suficiente para aguentar enquanto o conteúdo dura, mas muito fáceis de tirar sem deixar ‘rasto’ nem resto 🙂 Podem ser levados para a mesa a acompanhar bolinhos e chá, ou ser oferecidos no Natal! Simples, prático e barato! Gostaram do resultado?

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Sobras compotas

sobras compotas

Como já tinha dito aqui, adoro fazer compotas. Não costumo acrescentar muito açúcar porque uso fruta já madura, e também não deixo cozer muito para conservar ao máximo as propriedades da fruta, então as compotas acabam por durar pouco tempo. Por isso depois de ter encharcado umas quantas vezes umas tostinhas com compota deliciosa, às vezes ainda fico com bastante compota no frasco e há que as aproveitar antes que se estraguem.

Ontem recebi uns amigos muitos especiais com quem trabalhei no seu atelier. São uma grande família mesmo amorosa e levam a cabo um projeto de arquitetura muito interessante e no qual tive o prazer de participar. Decidi fazer uma tarte tipo Strudel com compota.

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Ingredientes,

.1 pera madura

.1 maçã madura

.1 base tarte massa folhada

.restos de compota (meio frasco pelo menos)

.1 colher de sopa de açúcar

.1 mão cheia de amêndoas com pele

.Umas gotinhas de limão

Preparação,

Neste caso comprei massa folhada para ser mais prático, foi só abri-la com a proteção de papel vegetal no tabuleiro de ir ao forno e ficou mesmo assim. Barra-se a massa com uma camada fina de compota, para que ao enrolar tenhamos compota em toda a massa, e em polvilha-se 1 colher de sopa de açúcar por cima disto. Ligeiramente descentrado, relativamente à circunferência da massa, coloca-se a pêra e a maçã cortadas aos cubinhos pequenos e com casca (muito bem lavadas), formando um corredor. Espremer umas gotinhas de limão por cima da fruta para evitar que oxide demasiado. Deitam-se as amêndoas por cima uniformemente e despeja-se a compota por cima disto tudo.

Para fechar a tarte eu costumo simplesmente dobrar primeiro as pontas ao fim do corredor onde dispusemos os ingredientes, depois dobro a aba mais pequena da massa por cima disto e por fim a aba maior, dando a volta ao Strudel com muito cuidado para terminar de enrolar a massa.

Leva-se ao forno a 180º com calor em baixo e em cima até a massa folhada inchar um pouquinho e ficar bem tostadinha 🙂

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Podem usar uma compota de qualquer sabor porque a pêra e a maçã funcionam como uma base de fruta neutra. A compota que eu usei foi de ameixa e pêssego.

É uma delícia relativamente saudável muito rápida e prática de fazer (isso para mim é tão importante). Fica deliciosa, todos gostam e pedem para repetir 🙂

Bom proveito!

Compotas

compotas

Faço-as o ano todo. Para já adoro, sim, sou gulosa, confesso, em segundo lugar são uma ótima forma de aproveitar fruta madura. Como uso a fruta já muito doce posso pôr apenas metade do seu peso em açúcar, deixo ferver 25 minutos a 100º e acrescento algum ingrediente que faça sentido dependendo da fruta utilizada.

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Desta vez fiz uma compota de ameixa e pêssegos e levei metade a uma prima que fui visitar.

Ingredientes,

.800 gr de ameixas e pêssegos maduros

.400 gr de açúcar

.200 gr de chá de pêssego

Preparação,

Lavar muito bem a fruta, descaroçá-la e deitar com pele e tudo num tacho. Juntar o chá e o açúcar e deixar 25 minutos depois de ferver, mexendo bem para não pegar.

No fim esperar que arrefeça um pouco e passar a varinha mágica na panela grosseiramente.

Colocar em frasquinhos esterilizados o conteúdo ainda bem quente e fechá-los logo, para que ganhem vácuo.

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Como levam pouco açúcar (geralmente o recomendado em açúcar é o mesmo peso da fruta utilizada) e não são muito fervidos estas compotas duram pouco tempo, devem ser consumidos em 1 a 3 meses, dependendo do uso que se lhes vá dando, e guardados no frigorífico, mas também têm a vantagem de não fazerem tanto mal e de conservar melhor as suas propriedades vitamínicas, não se limitando a uma redução de açúcar aromatizada de fruta, como ficam alguns doces…

 

Bom proveito!