Truques&dicas

baby_sling

Isto de bebés é assim como os meninos quando vão à casa de banho, cada um com a sua. Significa que quem melhor conhece o bebé será, em princípio, a sua mãe. Quer dizer que cada caso é um caso, até os irmãos podem ser muito diferentes, e como diz a minha mãe, os filhos vão construindo as mães.

Tenho uns quantos truques que aprendi com a minha mãe e o meu irmão- que é 15 anos mais novo que eu- e outros que tenho vindo a desenvolver com a minha filha.

Numa fase inicial os bebés choram com pouca coisa, fome, fralda suja, frio ou calor, dor geralmente associada a cólicas. Claro que há sempre a hipótese de estarem doentinhos, mas excluindo essa hipótese estas costumam ser as suas queixinhas.

Para as cólicas costuma ser um truque muito conhecido passear o bebé de barrinha para baixo assente nos braços de quem o passeia e com a mão a massajar, para aliviar as cólicas. Cá em casa quando ela está mais aflita abrimos a fralda e massajamos a barriga no sentido dos ponteiros do relógio, podem ver dicas aqui, e se necessário ajudávamos com o tubinho do babygel, mas sem o seu conteúdo (ATENÇÃO, foi a nossa pediatra que o aconselhou, falem SEMPRE com o vosso antes de recorrerem a este tipo de soluções). Às vezes a MR está um bocado desconfortável e começo por mexer uma perna de cada vez no sentido da sua barriga terminando fazendo pressão com ambas as pernas. Depois viro-a de barriga para baixo nas minhas pernas deixando as pernas dela penduradas e dou-lhe umas palmadinhas na fralda até adormecer 🙂 Fica super calminha.

Neste momento a MR já faz todas as noites 5 a 7 horas de sono seguidas sem acordar para mamar, mas este ritmo teve de lhe ser sugerido uma vez que o seu interesse em comer era maior que o de dormir… A minha tia sugeriu-me ‘enganar’ a pequenita dando-lhe um bocadinho de água morna no biberão durante a noite casa acordasse. Essa autorização para a enganar acabou por me levar a embalá-la um bocadinho e percebi que se desse a chucha mesmo antes de ela acordar assim ficava mais umas horas 🙂 Não é por acaso que em inglês se chama pacifier.

Já no banho fomos percebendo que o estar na água em modo flutuação a deixava algo nervosa e isso deixava-a a chorar. Para a deixar mais segura basta pôr a mão na sua barriga para que ela se sinta mais aconchegada, mas o que verdadeiramente lhe permitiu começar a apreciar o momento foi estar de barriga para baixo, ainda que apoiada no nosso braço, com os joelhos e mãos assentes na banheira.

Agora que o inverno se aproxima o momento de a deitar na caminha era imediatamente motivo para a acordar. Experimentei aquecer o berço com um saquinho de água quente e realmente resultou. O que ela mais estranhava era a diferença de temperatura do colo para os lençóis fresquinhos. Quando a deitamos encostamo-la sempre a um rolinho, nós usamos um que a minha mãe nos ofereceu, mas podem sempre adquirir um na itsy bitsy, são lindos, tecidos pela mão da Joana Rey, arquiteta de formação, que tive o prazer de conhecer numa parceria com o atelier de arquitetura CASCA, que se dedica agora aos tecidos. Tem vários produtos, desde brinquedos a babetes, malas, muda-fraldas, tudo feito com excelentes acabamentos e um bom gosto indiscutível.

Já quando saímos à rua usamos o sling da Maria Café. É uma excelente forma de passear e transportar o bebé com as mãos livres e sem carrinhos. Para fazer umas comprinhas ali na rua, ou ir ao banco, ou até casa de uma amiga dá muito jeito pô-la lá dentro, ela fica quentinha, protegida, embalada. Parece que vai na barriguinha da mãe e o seu descanso e conforto é visível. Os slings da Maria Café são lindos, feitos com tecidos divertidos e com um ótimo e seguro acabamento. Tem várias medidas, mas nós escolhemos um ajustável para que o pai e a mãe o pudessem utilizar 🙂 Tem ainda a vantagem de facilitar o dar de mamar de uma forma discreta em público. Quando não levo o sling utilizo uma echarpe para fazer o mesmo efeito, nestas coisas confesso que prefiro passar despercebida.

Cada dia, cada semana, cada mês que passa aprendemos um bocadinho mais na experiência direta de lidar com o bebé. Sabe sempre bem poder pôr algumas questões à pediatra, ao médico de família ou mesmo consultar uns sites/ blogs em que podemos confiar. Para além dos links na categoria de ‘bebé’ que consulto esclareço algumas dúvidas na página do sapo, dodot ou johnson’s baby. O importante é levar a coisa com calma, alegria e muito amor que isto de maternidade usa o método empírico e não o das ciências exatas. Ainda com todas estas consultas há sempre espaço para ligar à mãe que sempre que necessário dá o aval final 🙂 e sabe mesmo bem…

Sobras compotas

sobras compotas

Como já tinha dito aqui, adoro fazer compotas. Não costumo acrescentar muito açúcar porque uso fruta já madura, e também não deixo cozer muito para conservar ao máximo as propriedades da fruta, então as compotas acabam por durar pouco tempo. Por isso depois de ter encharcado umas quantas vezes umas tostinhas com compota deliciosa, às vezes ainda fico com bastante compota no frasco e há que as aproveitar antes que se estraguem.

Ontem recebi uns amigos muitos especiais com quem trabalhei no seu atelier. São uma grande família mesmo amorosa e levam a cabo um projeto de arquitetura muito interessante e no qual tive o prazer de participar. Decidi fazer uma tarte tipo Strudel com compota.

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Ingredientes,

.1 pera madura

.1 maçã madura

.1 base tarte massa folhada

.restos de compota (meio frasco pelo menos)

.1 colher de sopa de açúcar

.1 mão cheia de amêndoas com pele

.Umas gotinhas de limão

Preparação,

Neste caso comprei massa folhada para ser mais prático, foi só abri-la com a proteção de papel vegetal no tabuleiro de ir ao forno e ficou mesmo assim. Barra-se a massa com uma camada fina de compota, para que ao enrolar tenhamos compota em toda a massa, e em polvilha-se 1 colher de sopa de açúcar por cima disto. Ligeiramente descentrado, relativamente à circunferência da massa, coloca-se a pêra e a maçã cortadas aos cubinhos pequenos e com casca (muito bem lavadas), formando um corredor. Espremer umas gotinhas de limão por cima da fruta para evitar que oxide demasiado. Deitam-se as amêndoas por cima uniformemente e despeja-se a compota por cima disto tudo.

Para fechar a tarte eu costumo simplesmente dobrar primeiro as pontas ao fim do corredor onde dispusemos os ingredientes, depois dobro a aba mais pequena da massa por cima disto e por fim a aba maior, dando a volta ao Strudel com muito cuidado para terminar de enrolar a massa.

Leva-se ao forno a 180º com calor em baixo e em cima até a massa folhada inchar um pouquinho e ficar bem tostadinha 🙂

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Podem usar uma compota de qualquer sabor porque a pêra e a maçã funcionam como uma base de fruta neutra. A compota que eu usei foi de ameixa e pêssego.

É uma delícia relativamente saudável muito rápida e prática de fazer (isso para mim é tão importante). Fica deliciosa, todos gostam e pedem para repetir 🙂

Bom proveito!