Meditação

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Eu sei que o título promete. Mas o conteúdo é até bastante simples. É que a minha melhor forma de meditação é a ver televisão. E até rima, por isso deve ser um sinal…

É muito simples, quando eu ligo a televisão, desligo o cérebro. E isso é fantástico. Fantástico, sim, às vezes preciso de não me ouvir pensar só por um bocadinho, ficar a sentir… nada… Absolutamente nada, não pensar em 30 coisas em simultâneo, nem fazem 300 ligações a tudo e com tudo, nem pôr tudo à minha volta em caixas e em pastas. Só desligar. E não há como a caixinha mágica, como dizem os ingleses, para nos deixar neste estado.

E tenho esporadicamente umas séries ou programas que me interessam especialmente. Neste momento são elas ‘Uma família muito moderna’ e ‘The good wife’. Estou que não posso com ambas, choro e rio, é uma emoção. Parece que voo, que não estou cá, que estou num sonho acordada, não me esforço, não penso, é só um gozo, no sentido efetivo da palavra.

Em minha defesa, porque sabe-se lá porquê mas sinto que preciso de uma (deve ser de muito ver a ‘good wife’, uma série de advogados), as séries têm respetivamente, Christopher Lloyd como roteirista, escritor, produtor e co-criador, e Ridley Scott como realizador. O primeiro, para quem não se lembra, foi o ator que representava o Emmett ‘Doc’ Brown na saga ‘Regresso ao futuro’ e o segundo realizou filmes como ‘Alien’, ‘Blade Runner’ e ‘Thelma e Louise’. E pronto, com esta justificação já não me sinto num ímpeto tão fútil e superficial.

Mas defesas à parte, e provas dadas sobre a graça das séries e seus intervinientes, a verdade é que o dia em que estreia o novo episódio ‘The good wife’ é às quartas. E às quartas o dia é só meu. É sagrado. Ninguém vem, que não tem, nem quer, nem vai. A antecipação começa no dia anterior, vive-se dia ‘adentro’ e termina em beleza. O resto é contagem decrescente para a semana seguinte. A semana tem 7 dias e um deles é o meu. E esse dia é hoje. Beijinhos e ‘good night’. Não confundir com ‘wife’… 🙂