Festas Felizes

E foi assim o Natal! Não posso dizer que a minha filha tenha adorado, ou que não tenha.  Simplesmente acho que não se apercebeu muito bem do evento. Natal partilhado, primeiro dia com a família do lado do marido, segundo dia a malta do meu lado.
A caganita anda chatinha, zangada nem sei bem com o quê, mas ja não é só ficar de papinho para o ar, comer e dormir. Agora há muitas mais atividades que quer descobrir, e estar sentada, palrar, comer a sopa e a papa, passear, oh se esta miúda adora passear! Enfim, a verdade é que ela descobriu o poder da reivindicação e agora da una guinchinhos de protesto para suportar a sua opinião.
Felizmente esta má-disposição não impede umas deliciosas gargalhadas soltadas para a família, na consoada lá gargalhou perdida para a minha sogra e sempre me vai presenteando ou ao pai com estes mimos uma vez por outra. Compensa (quase) tudo, é o que vos digo…
Entretanto já come sopa e papa quase sem a ajuda da chucha, também come cada vez mais quantidade, só fica mesmo a faltar regular os intestininhos que com estas novas voltas andam sem saber para onde se virar. Assim consegui perceber que a quantidade ingerida é menos dependente do sabor, temperatura, textura ou consistência da sopa ou papa e mais diretamente relacionada com a ‘leveza’ intestinal. Isto foi uma revolução familiar a todos os níveis. Passo agora muito mais tempo diário a fazer massagens à barriguinha ou ginástica das perninhas. Tem resultado e é o que importa.

Este primeiro Natal foi assim maravilhoso. O menino Jesus foi profundamente generoso para todos os elementos da família. Esta quadra fica especialmente mais mágica com crianças e apesar da MR ser ainda demasiado bebé já iluminou os nossos corações. Tanto que me imaginei daqui a uns anitos com 2 ou 3 miúdos, correndo e brincando pela casa fora. Ter um bebé delicioso e calminho tem destas coisas, motiva os irmãos sem saber…

É Natal!

presentes

Adoro arts&rafts! Desculpem a expressão em inglês, mas realmente é prática, rápida e direta, como eu gosto. E como dizia, adoro esta coisa dos pormenores belos, adoro poder embelezar a vida com pequenas coisas, adoro poder fazê-lo com peças simples, manufaturadas, tradicionais.

Esta coisa da tradição tem que se lhe diga. Numa casa tão antiga, os europeus cresceram com a história, respeitam-na, mantêm-na viva, entendento que essa construção e sobreposição de acontecimentos é o que nos trouxe até aqui. E frequentemente em viagem por estas terras vemos uma igreja de 1300 dc, ou um edifício de 1800 dc, uma cidade de 800 dc ou até 100 ac. Não somos seguramente, a terra nem a população com mais anos de história mas acredito que somos os que têm uma relação mais saudável com ela. E neste fio condutor acontece a valorização da manufatura. A delícia das peças feitas à mão, tecidas com perfeição, com materiais selecionados. Mas tem mais, é o facto de olharmos para uma peça e sabermos que alguém a costurou, a compôs, a pensou. Quando apreciamos essa pessoa por alguma razão então a peça ganha ainda mais valor, porque sabemos que a pessoa a fez a pensar em nós, dedicando-nos o seu bem mais precioso, o seu tempo, amor e carinho (entusiasmei-me, já são 3 bens…). E por isso jubilo quando a minha avó me faz alguma coisa ou a minha mãe tricota um cachecol ou a minha sogra se põe a fazer lençolinhos e ponchos para a MR 🙂

Há uns anos, desde pequenina e até enquanto estava na faculdade, costumava fazer as minhas prendas de Natal. Fiz agendas, bolsas, quadros, desenhos, echarpes, sei lá. Fiz um bocadinho de tudo. Sempre adorei a polivalência que as artes me proporcionaram. Tinha jeito para estas gracinhas, e em setembro lá me punha a pensar o que poderia fazer para oferecer à família. Claro que desde que comecei a trabalhar isso tornou-se quase impossível, com a tese fechei a caixinha, com o casamento já nem me lembrava que um dia fiz estas coisas e agora em mãe posso mesmo dizer que pus esse capítulo no sótão.

Quando comecei este blog contactei algumas pessoas que encontrei na blogosfera que teciam ou compunham ou pensavam peças, artigos, coisas lindas (claro que é só a minha opinião). Não resisti a começar a encomendar coisas que acho tão mais interessante comprar a pessoas com ‘cara’, estória, bom gosto… São geralmente mulheres, são geralmente mães. Começaram assim a escrever na blogosfera para desabafos de mãe e acabaram por vender peças que faziam para si ou para os seus filhos. Acho delicioso, quero mesmo participar, esta é uma estória de amor. Quando engravidei, e uma vez que os meus projetos são no âmbito da empresa dos meus pais, decidi que iria trabalhar a partir de casa. Até ver e até conseguir, gostaria de colocar a MR no infantário apenas aos 3 anos. A ver se vem mais algum bebé para esta família ou não, e ano a ano decidirei se continuo a trabalhar em casa ou se volto para o espaço da empresa. E não se trata de desistir da nossa vida. Trata-se de a investir. Dar-lhe outros sentidos, às vezes. Os filhos são assim, dão-nos força, tiram-nos tempo, mas devolvem o que roubam sobe a forma de algo muito mais poderoso. Sinto-me leoa.

Ainda assim consegui colocar um bocadinho do ‘fui eu que fiz’ nos presentes deste Natal. Encomendei fio baker twine na made in paper, umas etiquetas lindas (já lá vai o tempo em que tinha tempo para fazer as minhas próprias etiquetas) e fui buscar todos os restos de papel que costumo guardar, desde revistas, jornais, folhas que acompanham encomendas, móveis de montagem em casa, etc. Tudo vale. E às vezes nem estamos a ver o potencial da coisa, mas com os acessórios certos pode ficar o máximo. Nas etiquetas carimbei a sigla ‘ZÍ’, que tinha encomendado para os brindes de casamento, por trás os nomes dos destinatários, fio ‘roupa velha’ (oh pá é tão lindo, tão heterogéneo, com uma cor tão quente, hm…) a cruzar os embrulhos, os aproveitamentos de papel fita cola simples e masking-tape e já está 🙂 E sabem que o fio baker twine é 100% produzido em Portugal? Vale mesmo a pena. E lá vai um bocadinho de mim nos presentinhos que não vão corridos a papel às bolas e laçarotes brilhantes. A minha madrinha ainda me sugeriu uma coisa mais engraçada (para papel de embrulho), mas que ainda não posso por em prática cá em casa. É deixar os miúdos desenharem livremente em papel cenário, manteiga ou de ‘máquina’ e usarem o resultado final como papel de embrulho 🙂 Era o que fazia lá em casa quando os miúdos eram pequenos. E é isto.

Sugestões de Natal

Para quem não sabe eu sou muito organizadinha. Estão a imaginar alguém muito organizadinho? A mãe é assim? Ou talvez a tia ou primo? Pois eu consigo organizar estas pessoas em pastinhas e colocar tudo num arquivo super-organizado. A razão é que sou um pouco despistada, tenho boa memória fotográfica, mas boa não é fantástica e não serve para tudo o que preciso de me lembrar. Então a minha exímia organização permite-me nunca ‘me’ perder. Quando não sei onde pus uma coisa basta-me imaginar onde a arrumaria. E na pior das hipóteses ao fim de 2/3 gavetas encontro-a. Já não tenho o tempo que dispunha em adolescente para arrumar a minha roupa em degradée mas ainda a organizo por cores.

Fazendo a ponte para o título da publicação, acabei as compras todas de Natal na última semana de novembro. Até as encomendas Amazon. Só falta mesmo a prenda de Í p Z e vice-versa. Confesso que a coisa que eu mais detesto é ir às compras de natal em dezembro, quando toda a gente se lembra que tem família e amigos a quem dar prendas e tenta enfiar nos sacos a tia, o primo, a cunhada, o pai, o irmão, a vizinha e o afilhado. Um calor desgraçado nas lojas, um frio terrível na rua, e é quando não chove, cotovelos nas costelas, sacos na cara, saltos e tacões nos dedos mindinho dos pés, AHHHHH!! Obrigada, mas não obrigada! As compras de natal faço-as ao longo do ano. Só deixo para o fim alguma coisa que queira ter hipótese de poder trocar, ou produtos com garantia, de resto vou pensando com tempo, sem correria, em todas as pessoas que gosto, nos produtos com bom preço que vão surgindo, e até torno todo o acto mais suave para a nossa conta, sem que numa semana os três dígitos se tornem em dois quase sem aviso prévio.

Para quem quer evitar filas, confusões, gritos, crianças em desespero, pais birrentos, é só procurar um programinha cultural, sem mercadinhos, nem vendas speciais de natal, nem pais natal com barba farta, uma cena mesmo de cultura pura e dura, tipo Gulbenkian, CCB já não prometo, Culturgest, Maria Matos ou Nimas, umas vez que o King está a fechar portas (muito infelizmente).

Mas como sei que ainda há quem ande a pensar no que comprar deixo uma ajudinha com umas sugestões p’ró menino e p’rá menina 🙂 Tentei escolher sobretudo negócios locais ou pessoas que tentaram dar a volta quando não conseguiram emprego da forma tradicional. Acredito que esses presentes são mais especiais que uma ida a uma superstore, por isso deixo aqui a minha contribuição. A outra grande vantagem é que a maior parte destas marcas enviam por correio e podem fazer as vossas comprinhas comodamente a partir do sofá, de rabinho quentinho.

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1. Uma mantinha quilt d’A menina cos(z)e?’ tecida pelas mãos de Joana, mãe de duas meninas e que adora retalhos. Para além de ter imenso jeito para a coisa tem um blog lindo onde vai deixando pensamentos, mimos, receitas, ideias. Vale mesmo a pena. Este é o blog, e o contato é ameninacosze@gmail.com

Pensei logo na minha madrinha que me fala sempre destas mantas e ainda não foi este ano que lhe fiz o miminho…

2. O ponto condensado é uma loja de confeção de doces especializada em brigadeiro. Só isso já nos deixa doidos, né? Pensem em quantas mulheres conhecem que não gostem de brigadeiro… Pois se se lembrarem de alguma fico espantada. De qualquer forma houve um produto especial que me deixou de água na boca… um pote com ‘brigadeiro à colher’! UAU, certo? E enviam para casa, é preciso dizer mais?

3. O Cubo de Luz é uma dupla de fotógrafos muito bem disposto e cheios de simpatia. Foram os fotógrafos do nosso casamento e já falei neles aqui. Já pensaram em oferecer à avó uma sessão de fotografia em família e posterior impressão num livrinho? Ou à irmã que está grávida, uma sessão recém-nascido, por exemplo. Vale tudo desde que relacionado com fotografia e impressões, falem com o Fernando ou o Marco, aqui.

4. Uma ilustração da minha querida amiga Rita Leite. São peças lindas e originais, impressas a um preço muito acessível, que misturam a técnica manual e digital. Os desenhos dela são como podem ver dignos da parede mais especial lá de casa. Para encomendas, ritapleite@gmail.com

5. Um blog que descobri há pouco tempo através do made in paper, que basicamente vende brincos feitos por uma ‘rapariga’, nas suas palavras 🙂 Os preços são convidativos e os modelos originais. Para além de que se enquadra perfeitamente na ideia de negócios locais, com bom gosto, elegância e imaginação. Chama-se Cerejas e Manjericos e podem encomendar aqui.

6. Made in Paper é um projeto da Rita Rodrigues de venda de artigos de papelaria. Confesso que adoro papelaria, assim no geral, mas em particular aqueles artigos que são mesmo especiais, que sabemos que só algumas pessoas no mundo os conhecem e sentimo-nos quase abençoados por ter acesso a eles. No caso da made in paper temos essa sensação com todos os artigos do site. Eu já fiz a minha encomenda para completar os meus embrulhinhos de natal, mas tem caderninhos e acessórios lindos, como a gadget pouch, que seguramente muitas mulheres gostariam de receber 🙂

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1. Biografias é um projeto cheio de graça pelas mãos da Daniela Costa, Vera Guedes e Pedro Costa. A ideia é encomendarmos um livro sobre a nossa vida ou evento, sobre a forma de biografia ou estória, o que quiserem. A ideia é darem largas à imaginação, ou pedir que alguém dê por vocês. Que tal surpreender o pai ou o cunhado? Ou encomendar um livro sobre a estória dos 4 amigos da faculdade? Qualquer pretexto serve. O resto da estória podem vê-la aqui.

2. Já todo o território nacional conhece ‘O bolo da Marta’. Quando vi pela primeira vez este projeto foi através de uma amiga minha que conhecia a Marta e que a estava a ajudar a lançar o seu projeto. Na altura tinha cento e poucos gostos na sua página de facebook, hoje tem mais de 28 mil, imagine-se!!! Já tem uma linha de canecas e outros utensílios de cozinha onde pode servir os seus produtos. Tem uns mini-cabazes de natal com uma peça de porcelana e um frasquinho com as suas iguarias. Porque não oferecer uma das suas combinações ao amigo que sai tarde do trabalho e não tem tempo de fazer um lanchinho ou sobremesa? Os homens caçam-se no prato, como diz a minha mãe, e raramente têm o requinte de saber satisfazer os seus estômagos com os seus dotes culinários. Podem encomendar em obolodamarta@hotmail.com

3. Um programa cultural é sempre uma boa ideia. E o sítio ainda por cima é lindo. O CCB reúne umas quantas maravilhas desde a arquitectura do Vittorio Gregotti com o Manuel Salgado, à paisagem, aos cheiros, aos pastéis de Belém para quem é fã (ai se o meu marido me vê escrever isto, os seus pastéis favoritos não são mesmo os de Belém). Pode oferecer um cartão com privégios anuais ou bilhetes para um espetáculo ou ainda a participação num workshop. É só ir ao site e inspirar-se.

4. Não querendo ser repetitiva, acredito que são coisas diferentes e pela sua magnitude merecem o destaque. Apesar de se tratar de cultura também a CNB incide sobre o bailado. São momentos únicos proporcionados pela nossa companhia nacional, geralmente no Teatro Camões. E a época natalícia é para mim especialmente sugestiva nesta arte, altura em que recordo os espetáculos que a minha mãe selecionava para assistirmos em família enquanto eu e o meu irmão fomos pequenos.

5. A soaportuguese é um projeto de uma amiga de uns amigos, que nunca conheci pessoalmente, mas cujos produtos tive o prazer de experimentar. Basicamente faz sabonetes caseiros, com cheiros originais e divertidos. É uma forma saudável de lavar a pele, os homens costumam gostar de utilizar sabonetes, mais do que gel de banho, cá em casa pelo menos é assim, e tem a vantagem de ter uns invólucros mesmo bonitos. Para encomendas é contatar soaportuguese@gmail.com ou procurar mais informação na página de facebook com o mesmo nome.

6. Outra ideia muito engraçada pode ser oferecer assinaturas de revistas. Os homens costumam gostar de ler revistas de emprego, motores ou sugestões culturais e a graça de receberem a sua leitura favorita durante um ano parece-me ser uma ideia original como prenda de natal que se vai saboreando durante 12 meses 🙂

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1. Pacote é a loja online do blog Caderno Branco que basicamente é um blog precioso, com boas dicas, boas descobertas, boa conversa e boa onda. As imagens são muito bonitas e a experiência de vida da Inês Nogueira é uma lufada de ar fresco e uma graça de acompanhar. A loja centra-se sobre os tecidos e tem pacotes amorosos de alcofas ou mini-alcofas para bebés, com lençóis que podem ser vendidos em conjunto ou em separado e mais uns quantos acessórios para esta fase de vida, desde bolsas de maternidade mesmo amorosas, a mantinhas para recém-nascido.

2. O Pico pico despertou a minha atenção online quando ‘nos’ cruzámos via facebook. O conceito era babetes para crianças mas que não parecem babetes. Ficam assim tipo lencinho ao pescoço ou babete-écharpe. Achei o conceito o máximo e aguardo o crescimento da minha caganita para começar a pô-la assim jeitosa… Mas não se fica por aqui, tem o vestido evolutivos dos 6 meses aos 3 anos, tem, imagine-se!, um colar todo fashion para a mamã com uma argola na ponta que serve para o bebé roer, na fase dos dentinhos… Não é o máximo? Eu acho que sim, por isso aqui fica a dica, passem por lá que as peças são lindas, originais, úteis e parecem-me muito funcionais.

3. As peças da Itsy Bitsy pelas mãos da Joana Rey (já falei dela aqui), mãe de 3 filhos e arquiteta de formação as suas peças são únicas, especiais e cheias de bom gosto. Tudo em tecido. Tem um leguminhos e umas fatias de tarte que fazem a delícia até dos graúdos. Na categoria dos brinquedos tem muita coisa, desde personagens de contos infantis (que são o máximo) a outros bonequinhos como elefantes ou estes cavalos marinhos que são mesmo especiais… Ainda tem acessórios como babetes, porta-chuchas e outros que podem ver aqui.

4. Os Doces da Manita são bolinhos amorosos com o desenhito que quisermos, ou simplesmente pedimos uma ajudinha na inspiração, pelas mãos da Raquel. ‘Conheci’ a Raquel num grupo de procura de emprego online, dizia que tinha desistido de procurar tabalho e se tinha dedicado a outra área, agora relacionada com doces. Dei-lhe os parabéns pela forma como deu a volta porque realmente mostra um projeto com piada e bom aspeto, os desenhos dos bolos são uma graça e é sempre um miminho divertido oferecer um bolo ao pequenote com um motivo de natal ou um dos seus pedidos que se possa ou não atenter, do género, ‘Querias um carrinho telecomandado, está aqui!’ (mostra-se o bolo). E depois a brincadeira desfeita, ‘Brincadeirinha, abre lá este presentinho!’ Aposto que os cachopos deliram duas vezes! 🙂 Para encomendas osdocesdamanita@gmail.com ou procurar no facebook a página com o mesmo nome.

5. Artes e Bordados da Rita foi uma descoberta da minha madrinha, sendo a Rita a filha de uns amigos deles. Já tenho algumas das suas peças para a minha filha e posso dizer que adoro todas. Os babetes e os porta-chuchas são elegantes, resistentes (aguentam lavagem a 95º) e mimosos. Já falei dela aqui, mas para além destes tem muitos mais produtos, é passarem no site e descobrirem acessórios para guardar brinquedinhos, porta-chuchas, toalhas de banho, babetes…

6. Sal e Areia, um projeto que conheci através da Ties e que tem uma pecinhas amorosas para miúdos, sobretudo, mas também para graúdos. Nos acessórios encontram imensa coisa, desde uns tapa-orelhas com gola super-práticos e giros, um bocado estilo anos 70, a babetes, fraldas, apoio para guardar itens no bercinho até aos brinquedinhos fofos para os miúdos e uns quadrinhos com mensagens inspiradoras. Tudo, claro, com bom gosto e boa fotografia. Vale a pena, espreitem aqui ou no facebook com o mesmo nome.

Boas compras e boas festas!

Ho-ho-ho!!

Felizmente a mastite não se instalou. Passou assim de lado como quem não quer a coisa. E eu aproveitei  a ‘borla’ para pegar na família e ir abastecer-me na promoção dos 50% em talão de enfeites e decoração de Natal da IKEA. Nota de rodapé, a promoção é até dia 2 de Dezembro e as árvores de Natal estão esgotadas em Loures e Alfragide (Matosinhos não sei, não estava muito disposta a fazer a viagem pelo pedacinho de plástico aos raminhos…). Ainda assim, a promoção compensa, acabámos por comprar a árvore no Continente, também com desconto em cartão, e lá nos abastecemos de tudo basicamente, uma vez que é a primeira vez que a família ZÍ decora o seu pinheirinho.

A IKEA está com uns produtinhos lindos, mesmo, pronto, eu confesso, adoro aquela loja e o seu conceito. Mas é que adoro mesmo. Ainda se lembram quando a IKEA vendeu pinheiros de Natal que as pessoas podiam devolver, finda a estação, recebiam um valor por eles e depois a marca responsabilizava-se por plantá-los no seu habitat natural? Tem destas coisas, princípios, valores que é impossível não gostar. É um espaço de boa inspiração a vários níveis, desde mostrar de outras casas/famílias (foi a primeira loja que conheci que mostrou famílias normais em casas normais, mas cheias de graça), a ter um cartão de fidelização chamado ‘família IKEA’, a pensar sempre nas crianças e ter espaços dedicados a elas de qualidade, ao facto de ter uma exposição com os seus produtos para que os possamos experimentar, sem aqueles avisos ‘Não sentar’ quando procuramos um sofá, a ter sempre gente simpática no atendimento, o cafézinho grátis de 2ª a 6ª para membros, até os nomes dos produtos são pensados só para nos divertir (vou comprar uma estante BESTA, um sofá MANSTAD e uma mesinha de apoio LACK- estes nomes são mesmo giros…). Quanto ao decor natalício, tem uns conezitos para pôr doces para os cachopos e pendurar na árvore de Natal, tem uns cavalinhos e ursinhos dourados requintados, umas bolas com padrão verde e vermelho que fizeram as delícias da minha madrinha, a estrela, linda, simples, elegante, nas cores dourado, prata ou vermelho, ainda os cogumelos ou os passarinhos, as cabecinhas de pai natal, um clássico da IKEA, bom, está (bom) demais. Para quem não tem ideias serve também de inspiração, tem bom ar, boa comida e boa onda!

Quando saímos do fraldário com a MR (oh pá, e se não é o fraldário mais giro dos espaços comerciais todos que já vi??) demos de caras com o Pai Natal! Bom, muito por acaso a MR levava um babygrow da Zara Kids todo vermelho que na frente dizia ‘Here comes Santa’. Claro que não resistimos e pimba!, tirámos uma foto com o velho (rapaz) das barbas (universitário). Ainda perguntei, ‘Quanto custa?’ à duende que fotografava os miúdos com o ipad enquanto eles comiam uma bolachinha sueca ao colo do pai Natal. ‘Nada’, retorquiu, ‘Dá-nos o seu e-mail e segue logo a fotografia.’ Hannnn????? A sério? Como é que se pode não gostar da IKEA? Digam-me? Muita gente diz que o barato sai caro, ou que é tudo muito igual, vamos a casa do vizinho e temos a mesma mesa, tapete, quadro, mas sinceramente a isso respondo: 1. a IKEA tem uma variedade imensa de produtos, dos mais baratos aos mais caros, com menor e maior duração, qualidade, etc.; 2. tem imensa variedade no catálogo, muitas vezes as pessoas concentram-se só no que veem de passagem na loja, existe do mais clássico ao mais arrojado, passando pelo descontraído, colorido ou naife; 3. a ideia de irmos todos a uma loja cheia de bons princípios, com receção calorosa, bons produtos, bom design e bons preços parece-me que faz todo o sentido e reforça o sentimento de (boa) pertença a esta família IKEA 🙂

E o quanto gosto desta família sueca? Quando nos casámos uns amigos especiais ofereceram-nos uma peça linda, talvez dos anos 60, um candeeiro magnífico, como novo, em verde e vidro, um artigo cheio de esplendor. Sabendo a minha paixão ‘ikeana’ colocaram o candeeiro numa caixa de transporte IKEA e fizeram uma etiqueta que podia bem ter saído da loja, com aqueles nomes divertidos de produtos e uns desenhos todos naquela onda. Para quem quer divertir-se a valer é espreitar este blog e brincar um bocadinho com os nomes da família. E porque não enviar uns postalinhos de Natal aos amigos&família com uma mensagem codificada? A acompanhar as sugestões de presente da loja, que são muitas, boas e bem interessantes 🙂

Projetos

Hoje foi uma tarde de conversas, projetos, planos, mimices… Falou-se de tecidos, desejos, coisas que faltam terminar cá em casa, coisas que quero fazer para a bebé, tantas que ainda vos vou mostrar! 🙂

Sobre isto a minha madrinha lembrou-se logo de uma das suas deliciosas descobertas, o blog ‘Saídos da Concha’ que para além de ser uma ternura tem um bom gosto incrível e ótimas sugestões para trabalhos manuais. Escrito com imenso amor, é tudo uma preciosidade, desde os textos às imagens e projetos. Definitivamente vou inspirar-me por aqui.

Falámos também do Natal, é o primeiro em que vou/vamos fazer árvore de Natal cá em casa. Em celebração desse facto a minha madrinha decidiu oferecer-nos uns anjinhos deliciosos de pendurar, pela mão da Rita, filha de uns amigos dos meus padrinhos. Já me tinha oferecido imensas coisas para a MR (esta madrinha querida) como babetes, fitas para segurar a chucha, gorros e uma toalha bordada. São peças simples, bonitas, elegantes num tradicional revisitado muito original.

Os acessórios que tenho para a árvore são azul e prata, mas com estes anjinhos brancos debruados a prata até me apeteceu conjugar com peças completamente douradas. Foi assim uma ideia ‘que me deu’ e que vou testar no próximo fim de semana. Sim, instituímos que a árvore de Natal se faria cá em casa sempre no primeiro fim de semana de Dezembro 🙂 A começar este ano…

Santa Claus is coming to town

Bom, lembram-se que eu disse que andamos a vestir a caganita às camadas? Que o pai até lhe chama cebolinha? Pois, estava a vestir-lhe 3 bodies uns por cima dos outros, mais o babygrow e mais um casaquinho e a cachopa continuava fresquinha… Percebi que afinal era eu que estava errada, já não pareca uma cebolinha mas sim uma chouricinha, a fralda amarfanhada no rabinho, 3×3 botões para apertar a cada muda, mais duas calças com pezinhos sobrepostas… impossível mesmo…

Decidimos então que a solução do problema do frio não estava em colocar mais camadas mas sim em, primeiro, ligar o aquecedor em casa (bolas às vezes parece que desligamos o cérebro, dá isto a todos os pais??), e segundo, ir às compras. Pois, é muito simples, em vez de usar 3 bodies uns por cima dos outros precisávamos só de comprar camisolas e roupa mais quentinha, que basicamente despachasse o assunto com 3 camadas no máximo.

Então lá fomos nós, qual família feliz, até o tio nos acompanhou, para o destino de sonho de qualquer português que se preze, um outlet. Como os grandes outlets que conhecemos aqui perto são ao ar livre (Campera e Freeport), decidimos ir ao Strada. Não tem tanta variedade mas o conceito é o mesmo e por isso lá nos enfiámos nós na Zara Kids e Lefties, tudo do mesmo grupo. Comprámos as coisas mais amorosas de sempre (oh pá, porque é que tudo o que é pequeno tem tanta graça??), gorrinhos com orelhinhas, fatinhos que parecem uma ovelhinha e outros alusivos à época natalícia 🙂 Parecia que tínhamos ido justamente às compras de Natal, basicamente já nos aviámos para TODO o inverno (tenho de dizer isto a ver se me convenço a mim mesma disso).

Chegámos a casa e começámos a ver a roupinha, os dois enternecidos, deliciados, a ver as etiquetas, a decidir como lavar o quê, aos beijinhos, e no meio deste namoro com a roupa olhámos para o lado e tínhamos a chouricinha ali a olhar para nós, nós que não lhe ligávamos nenhuma! Imagino o que estava a pensar, ‘Quer dizer eu aqui giríssima, e estes dois babados com as roupas…’