Na ordem do dia

Não disse nada sobre este assunto até agora. Nem me apeteceu dizer. Assisti a isto sabendo a notícia pelo fim, sabendo os pormenores depois, como o resto do país. Fiquei horrorizada e tanto foi dito que eu achei que não tinha mais nada a acrescentar. E não tenho na verdade. Sempre detestei praxes. Nunca fui a praxes, nunca me interessaram. Sei que há pessoas que ao ler isto teriam muitos comentários, ‘Porquê?’, ‘Mas há praxes inocentes’, etc. Pois, não é a minha cena ou lá como se diz.

O meu marido, a única pessoa com quem tenho discutido isto, mostrou-me esta manhã um texto que nos comoveu aos dois. De tão bem escrito que está, de tão inteligente. Por defender aquilo em que acreditamos. Não resisti, tive de ir conhecer aquela pessoa, ler as coisas que diz. Fiquei positivamente surpreendida. Pelos vistos ele também se surpreendeu pelo quanto o seu texto se tornou viral. E escreveu um texto defendendo-se, dizendo que ele, quem toda a gente julgou espetacular, tinha as suas falhas. E com esse texto ainda se elevou mais (este homem é espetacular).

Achei-o tão parecido com o meu marido, naquela irreverência, na falta de auto-controlo, no carinho sob uma pele de um casmurro. Adorei, adorámos. Aquele carinho que a família partilha, a forma como fotografa a sua mulher de forma apaixonada, os olhos que veem aquele miúdo… E então tive de fazer este post. Para que leiam o que este homem disse. É uma lição de amor. Um abraço em forma de texto. Uma ternura. Vejam bem, aqui.